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A fascinante hipótese genética de termos aprendido a criar intelectualmente com civilizações superavançadas

A hipótese é fascinante: e se parte da nossa criatividade literária, intelectual, criativa e tecnológica fosse, na verdade, memória remota — genética ou extrassensorial — de civilizações superavançadas que já teriam vivido na Terra e desaparecido?

26/11/2025 às 10h20 Atualizada em 26/11/2025 às 10h34
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria de Ciência e Cultura da Plataforma Nacional do Facetubes
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Autores recebem insights de supercivilizações passadas? ()Arte: mhl/GINAI do Facetubes.
Autores recebem insights de supercivilizações passadas? ()Arte: mhl/GINAI do Facetubes.

Para responder com seriedade, precisamos separar três níveis: o que a ciência realmente sabe sobre (1) a relação entre ficção científica e inovação tecnológica; (2) memória, herança genética e experiências “extrassensoriais”; e (3) a possibilidade de civilizações tecnológicas anteriores no planeta. A partir daí, ver até onde podemos ir sem abandonar o terreno dos dados.

 

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Essa é a proposta da Editoria de Ciência e Cultura da Plataforma Nacional do Facetubes. Desta forma, esse assunto será discutido através de 4 séries de matérias jornalística de alto nível, pesquisadas durante mais de 30 dias pela equipe especializada desta Plataforma. A primeira, está abaixo:

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Matéria Jornalística 1 – FICÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLOGIA

Quando a imaginação abre caminho para o futuro

 

Editoria de Ciência e Cultura da Plataforma Nacional do Facetubes

 

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"A ficção científica funciona como um laboratório imaginário onde a sociedade testa, antes da hora, o que a tecnologia pode se tornar."

 

O século XX transformou a ficção científica em um campo privilegiado para pensar o futuro da humanidade. Muito antes de existirem satélites artificiais, videochamadas ou computadores de bolso, escritores como Arthur C. Clarke e Isaac Asimov já povoavam suas histórias com dispositivos e sistemas que pareciam magia para o leitor comum.

 

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Décadas depois, parte dessa “magia” virou rotina: ligações de voz por aplicativos, telas sensíveis ao toque, interfaces conversacionais, sondas espaciais, telescópios que enxergam exoplanetas. Não se trata de adivinhação, mas de um diálogo contínuo entre imaginação e conhecimento científico.

 

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Clarke, por exemplo, descreveu com precisão o uso de satélites em órbita geostacionária para comunicação global num artigo técnico ainda em 1945, antes de transformar essa visão em narrativa. Engenheiros e físicos da época liam essas ideias, discutiam sua viabilidade, transformavam ficção em projetos.

 

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O mesmo, vale para os “comunicadores” de Star Trek, que anteciparam, em forma e função, o conceito de telefone celular. Jovens que cresceram assistindo à série migraram para cursos de engenharia, programação, física, e carregaram consigo um repertório visual e conceitual que ajudou a orientar o desenho de futuros produtos.

 

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Estudos sobre inovação mostram que a ficção científica ou literária também, não apenas prevê, mas influencia a direção do desenvolvimento tecnológico. Ao construir mundos futuros coerentes, romances e filmes oferecem “modelos de uso” para tecnologias que ainda não existem, explicitando riscos, conflitos éticos, impactos sociais.

 

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Empresas, universidades e centros de pesquisa observam essas narrativas e as usam como campo de ensaio para decisões reais: o que automatizar, o que regular, o que evitar. A ficção assume, então, um papel estratégico na cultura: ela traduz teorias abstratas em cenas concretas que mobilizam desejo, medo, curiosidade.

 

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Ao olhar para esse movimento, é tentador supor que escritores e roteiristas estejam “acessando” informações de outra fonte, quase como se fossem antenas de uma memória remota. Mas as evidências apontam para outro caminho: o da leitura intensa, do domínio de conceitos científicos do próprio tempo, do exercício de extrapolação e de um profundo trabalho artístico com linguagem e estrutura narrativa.

 

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O que parece profético, na maioria dos casos, é o resultado de observação aguda de tendências já em curso, amplificadas por um grande talento para imaginar consequências.

****

No próximo artigo desta série, a discussão avança para dentro do cérebro humano e do código genético: o que herdamos, exatamente, quando herdamos a capacidade de criar mundos que ainda não existem? Aguarde.

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Rogério RochaHá 6 meses São LuísHavia um grande intercâmbio entre escritores e homens de ciência, inventores e gente que desenvolvia novos projetos em tecnologia e inovação. Muitas vezes, essa elite criativa acabava intercambiando informações privilegiadas que iam parar nas páginas dos livros de ficção, antecipando assim as tendências em vários anos. Objetos que acabavam por tornar-se a marca do futurismo e da vanguarda imaginativa em várias passagens de várias obras hoje famosas.
Júlio MoreiraHá 6 meses São Luís MA Muito interessante…
Rogerio Rocha Há 6 meses São LuísMuito interessante.
Keila MartaHá 6 meses São LuísIncrível artigo. Aqui em casa a gente sempre reforça a ideia de que o escritor escreve nesse nível de antecipação por está conectado com o mundo das ideias, com a consciência de onde tudo é criado.
Raimunda Pinheiro de Souza FrazãoHá 6 meses São José de Ribamar Excelente artigo! Parabéns!
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