A Segunda Poética respira poesia e exala o perfume de sentimentos inebriantes
Participação especial de: Linda Barros, Élle Marques, Maura Luza, Joizacawpy Costa, Nauza Luza, Esmeralda Costa, Graça Oliver, Joema Carvalho e Elisabeth Sekulic.
06/05/2026 às 08h24Atualizada em 06/05/2026 às 09h03
Por: Mhario LincolnFonte: Facetubes/Mhario Lincoln
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Trabalho bordado em pano de cetim. (mhl/Ginaift).
EDIÇÃO ESPECIAL DA SEGUNDA POÉTICA
NOTA DO EDITOR - (Esta matéria superou, até agora, os 1.200 acessos). A "Segunda Poética", da Plataforma Nacional do Facetubes, abre mais uma edição reunindo vozes que reafirmam a poesia como presença viva no cotidiano, vendo poetas trabalharem com imagens tradicionais da lírica, organizadas em torno de uma inquietação precisa. A importância desta edição está justamente nessa convergência de sensibilidades: diversos modos de olhar a condição humana e uma mesma certeza editorial: de que a poesia continua sendo espaço de memória, afeto, coragem e reconhecimento. (Mhario Lincoln, jornalista e poeta).
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Elisabeth Sekulic"NEM TODA DOR VIRA ARTE; ALGUMAS, APENAS DOEM"
Elisabeth Sekulic
A dor sempre esteve presente na minha vida.
Não qualquer dor, mas sobretudo aquela
que nasce do amor, da falta dele
ou da tentativa insistente de compreendê-lo.
Desde muito cedo, senti o amor
como algo grande demais para caber em mim.
Um campo de tensão constante,
de entrega excessiva, de expectativa elevada.
A sensação recorrente de que amar
exigia tudo e que, ainda assim,
nunca era suficiente.
Criar a partir da dor foi necessário
em muitos momentos. Produzir
além da dor é um gesto de liberdade.
Não quero mais me perguntar se, sem sofrimento,
ainda sou artista. Quero aprender a criar
sem precisar me ferir para isso.
A dor me ensinou muito, mas ela não precisa
me sustentar eternamente.
Criar é um gesto de confiança.
A confiança de que existe vida criativa
para além da ferida".
(Do livro "O Amor que Moldei", págs. 59/61).
Resenha: O poema-prosa de Elisabeth Sekulic/Curitiba-PR, (lembrou-me Ana Cristina Cesar/Rio) não romantiza a dor, mas a enfrenta no ponto em que a dor deixa de ser destino e passa a ser matéria superada (em parte). A voz que fala parece vir de alguém que amou com fome de absoluto, como se cada afeto exigisse uma espécie de pagamento íntimo. Por isso, o texto toca fundo: não porque celebra a ferida, mas porque recusa a ideia de que a arte precisa nascer sempre de uma lesão aberta. Há ali uma virada moral. A poeta reconhece que a dor ensinou, mas não aceita mais obedecer a ela. Esse é o núcleo mais forte: criar sem precisar sangrar. Esse foco lembra também Adélia Prado, não por semelhança formal, mas pela compreensão de que a criação nasce da vida comum quando algo “pede expressão”. É a atenção imediata brotando do cotidiano, daquilo que a afeta primeiro e com isso, exige respostas sobre o próprio ser, a origem e o destino. É exatamente esse território que Elisabeth atravessa: amor, falta, expectativa, exaustão e, por fim, confiança. Sekulic, em catarse, abre uma janela depois de anos respirando dentro da mesma dor. Não é desistência do sentimento; é a decisão de não transformar sofrimento em morada. (Mhario Lincoln).
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Linda BarrosSILÊNCIO E SOLIDÃO
LINDA BARROS
“Enquanto você
me olha”
Um silêncio
Ensurdecedor
toma conta
Do meu ser,
“Enquanto você
Me olha”
A vida passa devagar
E fico
À espera de não sei o quê
Talvez
Na minha ânsia
Eu esteja esperando
O som da sua voz
“Que nunca chega”
Por isso,
“Enquanto você não vem”
Espero o Tempo
Passar
Na solidão e no
Silêncio.
Resenha: “Silêncio e Solidão”, de Linda Barros, (APB-MA), é um poema da espera sem resposta. O olhar do outro existe, mas não basta; falta a voz, falta a chegada, falta o gesto que rompa o quarto fechado da ausência. A repetição de “enquanto você me olha” cria uma cena quase imóvel, como se a vida estivesse suspensa entre o desejo de ser chamada e a certeza de que nada virá. O silêncio é “ensurdecedor” porque não é vazio comum; é presença que não se completa. O outro olha, mas não atravessa. E a solidão nasce exatamente aí, nesse espaço cruel entre ser vista e não ser alcançada. Assim, em Linda Barros e sua poética, a espera não tem ornamento: ela pesa. A poeta não pede grandes acontecimentos; espera apenas uma voz. E talvez seja isso que torna o poema tão verdadeiro. Às vezes, o que destrói não é a ausência total, mas a presença incompleta. O olhar permanece, mas a palavra não vem. E, sem palavra, o amor vira sala fechada, tempo lento, solidão em estado de vigília.
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Élle MarquesSede de tuas palavras
Autora Élle Marques
Quando me tocas
com o verbo
ouço flautas
desfilarem notas
de inverno
na estação
onde a neblina
esconde teus olhos
Sonho com o teu rosto
me esperando
na estrada
tuas mãos segurando
as minhas mãos
entre as flores da mata
Vem, e mata a minha
sede de tuas palavras
Resenha: “Sede de tuas palavras”, de Élle Marques, (Santa Inês-MA), põe o desejo no lugar da linguagem. O toque principal não é o da pele, mas o do verbo: quando a palavra chega, o corpo inteiro escuta. As “flautas”, o “inverno”, a “neblina” e a “estrada” formam uma paisagem de espera, como se a voz amada fosse capaz de atravessar o frio e devolver presença ao mundo. O poema não fala apenas de saudade. Fala de uma sede mais funda: a necessidade de ser alcançada por uma palavra que confirme o afeto, que devolva sentido ao rosto sonhado, às mãos imaginadas, às flores da mata.E, no pedido final, “mata a minha sede de tuas palavras”, concentra o poema inteiro. Não é súplica frágil. É a declaração de quem sabe que certas ausências não secam a boca, secam a alma.
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Joema CarvalhoTRILHOS
Joema Carvalho
subia montanha
ia de trem
seguia no cipó de cheiro
de carona voltava
da serra
de litorina
suja de lama
com carvão
da fumaça
que passou
no ritmo
voei
embalada no som
na madrugada
o apto
perto de casa
os trilhos seguiam
pulava o vagão que não podia
no meio do caminho
da escola
os trilhos me seguiam
minas
maria fumaça
ponte de areia
bahia
a perspectiva dos trilhos
desintegrava o tempo
relativo de si
no conto
das orquídeas vermelhas
dos trilhos
da trilha
até a montanha do tempo
Resenha: “Trilhos”, de Joema Carvalho, (APB-PR), é um poema de deslocamento e memória. A infância aparece como corpo em movimento: trem, serra, litorina, lama, carvão, fumaça, escola. Nada surge como lembrança parada. Tudo avança, range, suja, passa e retorna. Os trilhos não são apenas caminho físico; tornam-se uma linha interior, uma estrutura de vida que acompanha a poeta mesmo quando ela já está longe da cena original. Há força nesse modo de escrever sem explicar demais. A memória vem em fragmentos, como quem olha pela janela de um trem e vê pedaços do mundo entrando e saindo do olhar. Lembro Adélia Prado (filha de ferroviários). Enfim, o poema parece dizer que certos caminhos não ficam para trás. Eles seguem dentro da pessoa, como trilho e trilha inesquecíveis.
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Joizacawpy CostaCAMINHOS DE UMA VIDA
Joizacawpy Costa
Um dia ela foi criança
Em torno de si
Um mundo mágico
Com nuvens de algodão
E fantasias sem fim.
Um dia ela foi uma mocinha
Descobria o mundo a sua volta
Os olhos brilhavam de encanto
O peito pulsava descompassado
Sem que ela entendesse ao certo
O que se passava em alguns instantes.
Um doa ela foi mulher
Bela sedutora, encantadora
Às vezes forte, outras vezes frágil
Às vezes obediente
Outras vezes rebelde.
Amou e foi amada
Desfrutou das alegrias
E chorou as tristezas
De alegrias apagadas.
Resenha: “Caminhos de uma Vida”, de Joizacawpy Costa (APB-MA), acompanha a existência feminina como quem folheia um álbum de passagem: infância, juventude, mulher feita, amor, alegria e perda. O poema tem uma estrutura simples, mas carrega uma percepção dura: viver é mudar de pele sem deixar de carregar as versões anteriores de si mesma. A criança das “nuvens de algodão” não desaparece quando surge a mocinha inquieta, nem a mulher forte elimina a mulher frágil. Todas convivem dentro da mesma história. O verso “amou e foi amada” parece breve, mas contém uma biografia inteira: a plenitude de ter vivido e o preço de ter sentido. É isso que me faz admirar essa grande Joiza, que pertence ao mesmo mundo de uma Hilda Hilst, cuja poesia aborda dor transformada em potência, liberdade e resistência. Por isso que em Joizacawpy Costa, também há essa mulher plural: criança, jovem, sedutora, obediente, rebelde, forte, frágil. O poema não tenta resolver essas contradições. Apenas as reconhece como parte da travessia.
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Esmeralda CostaA História Mais Linda
Esmeralda Costa
Tu és a mais bela entre as narrativas,
Que Deus escreveu com ternura e amor,
Nas páginas doces, suaves, cativas,
Teu nome reluz com brilho e esplendor.
Em cada capítulo, a luz do teu riso,
Desenha caminhos de paz e calor,
E mesmo se a vida trouxer o indeciso,
És norte seguro em meio à dor.
Meu peito é um livro que guarda teus traços,
Palavras de afeto que o tempo bordou,
História esculpida em eternos abraços.
E seja qual for o final que o céu reservou,
Em todas as páginas, todos os laços,
Terão como fim: "Pra sempre te amou."
Resenha: “A História Mais Linda”, de Esmeralda Costa, (APB-CE) constrói o amor como narrativa sagrada no sentido de uma vida escrita com cuidado, página por página. A pessoa amada surge como livro íntimo, nome guardado, riso que orienta, presença capaz de dar direção quando a vida perde firmeza. O poema trabalha uma fidelidade que não depende do fim. Mesmo diante do que o céu reservar, o a certeza lírica da poeta já decidiu qual será a última frase da sua história: amar para sempre. Há nisso uma entrega sem cálculo, daquelas que transformam afeto em memória permanente. É óbvio que senta na mesma mesa, a indescritível Cora Coralina quando a beleza de seus versos aceita a vida como enredo, costura afetos simples e dá ao cotidiano uma dimensão eterna. Esmeralda Costa, por sua vez, faz do peito um livro, porque há sentimentos que não cabem apenas no instante; precisam de capítulo, margem, releitura, silêncio.
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Maura LuzaTrês Nós de Existência
Maura Luza Frazão
O amor não avisa
Ele se achega
Como o mormaço das tardes de agosto
Em nosso chão.
Vem sem cobranças,
Apenas para fazer morada
Como o aroma do café coado pela avó
No embalo daqueles domingos.
A amizade é o nosso quintal sagrado
Onde a vida floresce
O abraço que permanece
Quando a dor insiste em ficar.
É o silêncio compartilhado,
O olhar que tudo compreende
Sem que uma única palavra precise ser dita.
Meus ancestrais são o fio invisível
Que tece quem eu sou
São o barro de Monção,
Que carrego com orgulho na sola e na alma.
Vejo-os no ritmo das quebradeiras de coco
Mãos firmes e calejadas
Rompendo a casca dura
Para que o sustento se faça vida.
Nas antigas ruas de pedra sob meus pés,
Mesmo as que o tempo levou
Enquanto o Rio Pindaré segue seu curso,
Num eterno levar e trazer de memórias
E esperanças.
É caminhar sobre rastros de quem não conheci,
Passos que desbravaram a mata por mim
Gente de fibra que pisou este mesmo chão
Antes do meu primeiro passo.
O amor...
É o laço que me amarra ao presente
A amizade...
É o porto que me segura na tempestade
A ancestralidade...
É a bússola que me aponta o destino.
São três nós que sustentam o meu caminhar
Um se faz flor na doçura
Outro se faz raiz na força
E o último...
Ah!... o último
É a própria imensidão de tudo o que sou.
Resenha: “Três Nós de Existência”, de Maura Luza Frazão, (APB-MA), amarra amor, amizade e ancestralidade como forças de sustentação, não como temas separados. O amor aparece no calor do chão, no café da avó, no gesto que chega sem cobrança; a amizade surge como abrigo contra a dor; a ancestralidade entra como barro, rio, rua, mata e trabalho. O poema ganha corpo quando deixa de falar apenas de sentimento e passa a tocar a terra: Monção, Rio Pindaré, quebradeiras de coco, mãos calejadas, rastros de quem veio antes. É nesse ponto que a emoção se firma. Maura dá existência à própria existência, quando procura o chão que a fez existir. Inevitável não trazer para a mesma mesa Conceição Evaristo. E isso é pertinente porque a escritora mineira trabalha a memória individual ligada à memória coletiva, especialmente pelo conceito de escrevivência. A escrita de Conceição também nasce do cotidiano, das lembranças, da experiência da autora e de seu povo. Com Maura, não é diferente: a sua vida pessoal não se separa da história dos que abriram caminho antes do primeiro passo.
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Graça OliverOÁSIS
Graça Oliver
Quero ser oásis,
no meio do caminho.
Água fresca
pra quem vem cansado,
sombra boa
pra quem só precisa parar.
Que a gente não seja mais peso,
nem mais deserto.
Que a nossa presença acalme,
mesmo quando o mundo arde.
Ser oásis
não é salvar,
é acolher.
Não é prometer chuva,
é oferecer silêncio
e um copo d’água sincero.
Que quem passe por nós
saia um pouco melhor,
nem que seja só
mais leve.
Ser oásis
pra quem fica,
pra quem vai,
pra quem só passa.
E depois,
segue
Sem cobrar
Resenha: O poema de Graça Olliver (Maracanaú-CE), “Oásis”, trabalha a bondade como presença. O texto não quer transformar ninguém em salvador; quer reduzir a violência invisível que muitas vezes levamos ao outro. A imagem da água, da sombra e do copo sincero nasce de uma ética simples: diante de um mundo que arde, há pessoas que precisam de descanso. O poema entende que acolher é, muitas vezes, não invadir. É dar passagem ao cansaço alheio sem cobrar explicação. Por isso, sua força está no gesto mínimo. Graça Olliver nesses versos, não procura grandeza fora da vida comum. O oásis aqui é uma pessoa que aprendeu a não ser deserto para ninguém. Há uma ternura sem pose no poema: quem passa talvez vá embora, talvez fique, talvez nunca agradeça. Ainda assim, oferecer água sem cobrar é uma forma de amor maduro. É presença que não prende. É cuidado que não exige recompensa.
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Nauza LuzaEntre Versos e Silêncios
Nauza Luza Martins
Há amores que não se apagam
Apenas mudam de morada…
Deixam de ser chama urgente
E passam a ser luz serena
Iluminando a alma em silêncio.
Você foi o verso que um dia
Ardia em mim como aurora
O nome que o coração sussurrava
Quando o mundo inteiro dormia.
Hoje, já não te busco nos passos
Você existe na construção das palavras
Talvez isso seja ainda mais bonito
Você mora no lugar onde a poesia nasce.
Entre nós, ficou o que não se perde
O respeito que amadureceu
O carinho que atravessou o tempo
Essa estranha forma de eternidade
Que só os sentimentos verdadeiros conhecem.
Se um dia fomos fogo
Hoje somos constelação...
Distantes no toque, no olhar
Mas ligados pela mesma luz.
Saiba que quando escrevo
Em algum canto invisível do verso
Você ainda está lá…
Não como saudade que dói
Como presença que inspira.
Resenha: “Entre Versos e Silêncios”, de Nauza Luza Martins, (Brasília/DF), fala de um amor que deixou de pedir corpo para continuar existindo como linguagem. São com essas colocações que eu admiro e me emociono sempre, quando leio Nauza Luza. "Entre nós, ficou o que não se perde/ O respeito que amadureceu/ O carinho que atravessou o tempo/ Essa estranha forma de eternidade/ Que só os sentimentos verdadeiros conhecem". É assim que Nauza transforma o poema que não trabalha a perda como ruptura, mas como mudança de lugar. Aquilo que antes ardia como fogo passa a iluminar por dentro, sem tocar, sem exigir, sem ferir. Há maturidade nessa passagem. A pessoa amada já não aparece como destino, mas como força que ficou incorporada à escrita. O amor, então, não termina; muda de função. Sai da urgência do encontro e entra na permanência da memória. Comparo essa bela lírica com algo muito parecido com obras de Cecília Meireles porque é natural, especialmente pela maneira como o poema trata amor, saudade, tempo e eternidade como experiências de silêncio interior. Em Nauza, porém, a dor não domina a cena. O que domina é uma aceitação difícil: amar alguém que já não está no centro da vida, mas continua no centro secreto da criação ou numa forma mais alta de permanecer.
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SENA A SIQUEIRAHá 1 mês BrasíliaAs irmãs Luza são poetisas de primeira. Que encantador ler boa poesia. Parabéns a todas.
Vanice Zimerman Há 1 mês Curitiba-PRBelas, sensoriais e reflexivas poesias, parabéns!! Abraços Vanice.
Armando LinharesHá 1 mês Caiscas-PTMhario, a tua sensibilidade é o que faz amadurecer as recensões. A tua experiência de vida dá-lhes também outra maturidade. É preciso ler e viver para escrever recensões que explorem o lado real do poema, do livro ou da obra literária. Estou entusiasmado com o teu trabalho e considero-te um dos grandes nomes da crítica literária brasileira.
Dr. Prof. Argelino de França Neto, professor de Literatura aposentadoHá 1 mês Londrina ParanáEsse é um dicionário poético brasileiro. É assim que eu vejo. Alguém, no final do ano, deveria reunir todos esses belos textos e publicar em um livro. É um dicionário e por isso, tem muita importância não só para a região. Mas para todos. Aqui no Paraná há uma obra chamada A Poesia Paranaense, onde aparecem a maioria das obras poéticas de um período determinado> Assim deveria acontecer com esse trabalho brilhante publicado neste Facetubes.
Joema CarvalhoHá 1 mês CuritibaAs suas resenhas são lindas Mhario! Agradeço a oportunidade de fazer parte da Segunda Poética com outras poetas maravilhosas!