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Michael, o Filme: é sobre crianças (adultos) que cresceram acreditando que precisavam impressionar para merecer colo

“Por trás de muitos adultos funcionais, existem crianças emocionalmente exaustas tentando continuar...” Sharlene Serra.

23/05/2026 às 10h12 Atualizada em 23/05/2026 às 10h26
Por: Mhario Lincoln Fonte: Sharlene Serra
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Sharlene Serra em arte de mhl/ginaiFT
Sharlene Serra em arte de mhl/ginaiFT

Michael Jackson: a nossa criança interior chora ou sorri?

Por Sharlene Serra

  • Graduação em Pedagogia.
  • Especialista em Educação Inclusiva.
  • Coordena o projeto de leitura e escrita para crianças desde 2013- ESCRITA CRIATIVA
  • Experiência em Criação e Execução de Projetos referentes a Formações e capacitações de professores e alunos- incluso Através de intervenções de APRENDIZAGEM CRIATIVA
  • Planejamentos e Organização de roteiros e eventos escolares.
  • Projeto Carinho Legal (sobre proteção de abuso infantil)
  • Intervenções Inclusivas: Bate papo/ contação de storytelling/Palestras
  • Palestras pedagógicas baseada em Storytelling para professores e alunos.

O filme de Michael deixa marcas profundas porque não fala apenas sobre talento. Fala sobre ausência afetiva, pertencimento e sobrevivência emocional.

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Assisti ao filme acompanhada de lágrimas, ao ver uma criança tendo o seu existir atravessado pela ganância de um pai que, ao enxergar filhos talentosos, oferecia cobrança, controle e dor, mas nunca amor.

Michael cresceu tentando sobreviver às feridas de uma infância onde precisava ser perfeito para ser visto. E talvez esteja aí uma das maiores dores humanas: quando a criança passa a acreditar que seu valor depende da performance e não da própria existência.

Talvez, para sobreviver ao sofrimento, tenha transformado a dor em excelência. Mas existem dores que nem o sucesso consegue calar.

As frases de afirmação espalhadas em post-its revelam exatamente isso: a tentativa diária de reconstruir a própria identidade. Como quem tenta escrever para si as palavras que nunca recebeu.

Os amigos, os animais e os vínculos afetivos presentes no filme surgem como pequenos respiros emocionais. Porque muitas vezes quem não encontra acolhimento dentro da própria casa passa a buscar pertencimento nos afetos encontrados pelo caminho.

O filme nos faz refletir sobre quantas crianças crescem emocionalmente invisíveis enquanto adultos enxergam apenas resultados, notas, talento ou comportamento.

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Nenhuma criança deveria acreditar que precisa ser extraordinária para merecer amor.

Talvez uma das maiores lições do filme seja justamente essa: toda criança precisa, antes de qualquer cobrança, sentir que pode existir sendo amada, respeitada e acolhida naquilo que é.

Michael também nos ensinou sobre resistência. Mesmo carregando feridas profundas, não desistiu de si. Visualizou-se como astro antes mesmo que o mundo enxergasse sua luz.

Transformou dor em arte, mas talvez a maior lição não esteja apenas no sucesso que conquistou, e sim na criança que, apesar de tudo, continuou acreditando que poderia ser maior do que as dores que tentaram definir sua existência.

Porque, às vezes, continuar existindo já exige coragem. E continuar sonhando, depois de tantas feridas, também é uma forma silenciosa de vencer.

Talvez seja por isso que o filme toque tão profundamente: porque, em algum lugar dentro de nós, ainda existe uma criança tentando esconder dores para continuar sendo aceita, forte ou suficiente.

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Quantos de nós crescemos assim?

Silenciando emoções.
Aprendendo a esconder feridas.
Transformando desempenho em tentativa silenciosa de merecer amor.

Talvez a maturidade não esteja em fingir que as feridas não existiram, mas em aprender a olhar para elas sem permitir que continuem definindo quem somos.

Existe uma criança dentro de muitos adultos ainda esperando ouvir: “você não precisa ser perfeito para ser amado.”

O filme não fala apenas sobre um astro. Fala sobre infâncias feridas que aprenderam cedo demais a sobreviver.

Fala sobre crianças que cresceram acreditando que precisavam impressionar para merecer colo. Que precisavam ser fortes para não serem rejeitadas. Que esconderam lágrimas para continuarem aceitas.

Mas nenhuma dor desaparece apenas porque aprendemos a sorrir por cima dela.

Por trás de muitos adultos funcionais, existem crianças emocionalmente exaustas tentando continuar.

Talvez a cura esteja justamente em permitir que nossa criança interior finalmente exista sem medo, sem cobranças e sem precisar provar valor para ser acolhida.

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Marcos BatistaHá 2 semanas PARANAGUA -PRSharlene Serra, teu talento é admirável, obrigada pelo texto. Eu tmb sou fruto de uma criança aniquilada. Que bom que sobrevivi. Assisti o filme com esse engasgo. Vc foi a minha e a voz de tantos.
Sharlene SerraHá 3 semanas BRASILIAContinua: desde a análise emocional da infância até o encantamento pela arte e pela genialidade de Michael. Talvez o mais importante seja justamente isso: quando uma obra consegue nos fazer sentir, pensar e revisitar partes da nossa própria história, ela deixa de ser apenas entretenimento e passa a ser experiência humana. Recebam meu abraço
Sharlene SerraHá 3 semanas BrasíliaGostaria de agradecer imensamente cada comentário e dizer que uma das coisas mais bonitas da arte é justamente isso: ela toca cada pessoa de forma diferentes. Alguns enxergaram a grandiosidade do palco, da música e da performance. Outros, assim como eu conseguem perceber também a criança emocionalmente atravessada por trás do artista. E não existe certo ou errado nisso. Porque toda obra carrega múltiplas leituras. Fiquei muito tocada em perceber que o texto despertou reflexões tão diferent
Mâe Madá de OxossiHá 3 semanas Terra do sol/Brasília DFCharlene. Sua percepção é de um a mulher culta que vai além das concepções normais do arco-íris da puberdade inserida nos seres humanos que são adultos e não conseguem passar de crianças envoltas em simbioses fatídicas de uma infância dolorida com pais macabros e coercitivos diante de uma situação que todo mundo vê e prefere sair pela tangente como se atalho resolvesse o problema. Isso é desumado, pegar atalho no entendimento de um filme tão explícito. Tô contigo. Eparrei!
Rodolfo martinsHá 3 semanas São Paulo-SP Sou psicólogo e Sharlene você entrou exatamente no assunto que vivo diariamente. Sua criança interior chora ou sorri? Parabens por fazer uma leitura que faz do filme uma análise para a vida de quem assiste.
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