
"Deixar de ser atriz, interpretando vidas de outras mulheres, para começar a viver a própria vida autêntica"
Foto google: Debra Winger foi ‘Mulher Maravilha’, na série do mesmo nome.
Textos Escolhidos: El Pais/Brasil
Em 2002, Rosanna Arquette dirigiu um documentário em que várias atrizes maduras se reuniam na casa de Melanie Griffith para denunciar a aposentadoria forçada das mulheres de Hollywood após os 40 anos. O chamou de ‘Procurando Debra Winger’. O documentário iniciou um diálogo cultural que não acabou desde então e que teve Winger como símbolo: a estrela de cinema que um dia se cansou e, em vez de se queixar da indústria, ousou se retirar e desaparecer em seus próprios termos antes de que outros a invisibilizassem.âÂ
Desde sua estreia na série ‘Mulher Maravilha’, Debra Winger sofreu o choque entre sua disciplina profissional e o que a indústria queria dela. “Pesquisei e estudei os quadrinhos, mas depois cheguei ao set e me diziam ‘Não, não, limite-se a girar sobre si mesma e se transformar em fogo’. Isso não era interpretação, era prostituição, de modo que empreguei todo o meu salário em pagar advogados para que me libertassem daquele contrato”, lembrou na revista ‘Esquire’. âÂ
“Cansei de escutar a mim mesma dizendo que queria abandonar. De começar as entrevistas dizendo: ‘Odeio as entrevistas!’. Então vá. Parei de ler roteiros e não me importei mais. Não saí de Hollywood, caminhei para outro lugar. Sabia exatamente para onde ia”. Deixar de ser atriz, interpretando vidas de outras mulheres, foi a única forma que encontrou para começar a viver sua própria vida autêntica.âÂ
Mín. 13° Máx. 20°