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O sepultamento do artista Leonardo da Vinci contou com mendigos seguindo o seu caixão

eu legado auxiliou inúmeras transformações em diversas áreas de conhecimento e permanece até os dias de hoje, mais de 500 anos depois de sua morte.

17/04/2021 às 12h17 Atualizada em 17/04/2021 às 13h35
Por: Mhario Lincoln Fonte: AH/Isabela Barreiros, sob supervisão de Alana Sousa
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O PECULIAR SEPULTAMENTO DE DA VINCI, QUE CONTOU COM MENDIGOS SEGUINDO O SEU CAIXÃO

Entenda mais sobre seu excêntrico enterro

Textos escolhidos: Isabela Barreiros, sob supervisão de Alana Sousa

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O artista Leonardo Da Vinci - Wikimedia Commons

Há exatos 569 anos nascia, em Anchiano, na Itália, um dos maiores gênios da história do mundo. Leonardo da Vinci se consagrou em praticamente todas as atividades que exerceu ao longo de sua vida: foi pintor — pelo que ficou mais conhecido —, engenheiro, inventor, músico, arquiteto, escultor, astrônomo e escritor.

Ele se tornou um símbolo de seu tempo, o maior representante das importantes mudanças que estavam acontecendo durante o final da Idade Média na Europa. O “homem da Renascença” deixou de legado inúmeras obras de arte impressionantes, experimentos científicos inovadores e muito mais.

Durante seus 67 anos de vida, desenvolveu atividades verdadeiramente revolucionárias para sua época. No entanto, embora fosse um gênio, morreu como uma pessoa comum. No dia 2 de maio de 1519, faleceu do que historiadores acreditam ter sido um derrame, segundo o UOL Nossa. 

Ainda que tivesse tido uma morte comum, o que se seguiu após isso foi um tanto peculiar. Como explicado pela Superinteressante, o sepultamento de Da Vinci aconteceu conforme ele pediu em seu testamento, em um desejo um tanto excêntrico que acabou por marcar o óbito de um dos maiores pintores da história.

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O enterro de um gênio

O artista morreu em um castelo em Clos Lucé, na comuna de Amboise, na França, onde passou seus últimos anos, e foi sepultado nos arredores de sua residência. Ao longo do caminho a ser seguido por seu caixão, membros de sua família, amigos, nobres e 60 mendigos deveriam acompanhá-los.

A determinação constava no testamento de Leonardo foi prontamente seguida, ainda que causasse curiosidade. Na região, não foi difícil reunir os moradores de rua que seguiriam seu corpo sem vida, visto que o local já abrigava muitos miseráveis, mesmo que ele próprio vivesse em um castelo.

A cena provavelmente foi responsável por gerar uma confusão na cabeça de qualquer um que a observasse. É relatado ainda que os mendigos receberam dinheiro pela caminhada fúnebre, ou seja, ainda ganharam um valor pelo “serviço” prestado ao impressionante gênio da Renascença.

Esse é mais um dos mistérios que a vida e obra de Leonardo guardam. Além dos enigmas de suas pinturas, que contém segredos ainda desconhecidos, das imprecisões sobre detalhes de seus relacionamentos e vida pessoal, há ainda o questionamento de porque o artista teria solicitado uma multidão de mendigos em seu enterro.

Ele mesmo não deixou nenhuma pista que pudesse ajudar pesquisadores que investigam sua vida a entenderem o motivo da solicitação. No testamento, não havia nenhuma explicação para o pedido, e, pelo que se sabe, Da Vinci não disse nada sobre isso a pessoas presencialmente, antes de morrer.

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Ainda assim, existem especialistas que tentam desenvolver hipóteses para tal solicitação. Para George Gorse, professor de história da arte do Pomona College, nos Estados Unidos, é possível que isso estivesse relacionado com o status social no qual o pintor cresceu e viveu. 

“Talvez ele quisesse ironizar ou agredir a nobreza que, embora tenha financiado seu trabalho, sempre tentou controlar sua verve criativa. O ressentimento com os ricos é plausível. Como filho bastardo, Leonardo custou a ser acolhido pela alta sociedade”, disse à Superinteressante.

Embora não seja possível afirmar o porquê de tal sepultamento peculiar, o que se sabe com certeza é que ele marcou a morte de um dos maiores polímatas da história da humanidade. Seu legado auxiliou inúmeras transformações em diversas áreas de conhecimento e permanece até os dias de hoje, mais de 500 anos depois de sua morte.

 

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Antonio Guimarães de Oliveira Há 5 anos São Luís Maranhão Um gênio da humanidade!
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