Imagem: Steve Pyke / Penguin Random House
Quando Gabriel García Márquez escrevia ‘Cem Anos de Solidão’, nos anos sessenta, disse que um dos momentos mais difíceis aconteceu no dia em que datilografou a morte do memorável coronel Aureliano Buendía. Gabo saiu de seu estúdio na casa onde morava na Cidade do México, procurou sua esposa Mercedes em um quarto e anunciou desconsolado: “Matei o coronel”. “Ela sabia o que isso significava para ele e permaneceram juntos em silêncio com a triste notícia”, lembra seu filho, Rodrigo García, sobre o luto que seus pais viveram. Agora é ele, Rodrigo, que digita seu próprio luto com um novo livro para se despedir dos pais: ‘Gabo y Mercedes: Una Despedida’.
Este doce adeus, publicado neste mês pela Random House na Colômbia e na Espanha [ainda sem edição no Brasil], é a nova homenagem que Rodrigo, diretor de cinema, presta ao Nobel que morreu em 2014 e à mãe, Mercedes Barcha, que morreu em agosto do ano passado. “Meu pai reclamava que uma das coisas que mais odiava na morte era o fato de ser a única faceta de sua vida sobre a qual não poderia escrever”, anota Rodrigo, que mescla a narração dos últimos dias de seus pais com as mortes que Gabo escreveu.
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