
Direto de Portugal
Na Princesa do Tua
Convidado: Jorge Bento
Trouxe-me a Mirandela o convite do Vítor Ló, antigo estudante e compositor do hino da Faculdade de Desporto, para palestrar numa sessão da sua candidatura a Presidente da Junta de Freguesia. O evento acontece no Museu da Oliveira e do Azeite, um notável emblema da Terra Quente do Nordeste Transmontano.
Mirandela, designada ‘Caladunum’ na era romana, recebeu em 25 de maio de 1250 o foral de município, atribuído pelo rei D. Afonso III. O rei D. Dinis transferiu, em 1282, o povoado para o local atual, determinou a construção do castelo no topo da vila, com uma torre destinada a residência no ponto cimeiro do cabeço de S. Miguel (em que foi erguido mais tarde o Palácio dos Távoras, hoje Paços do Concelho), renovou o foral em 1291 e instituiu a feira em 1295. D. Manuel I deu-lhe Foral Novo em 1 de julho de 1521. Devido à perda de importância para a defesa militar do reino, a cintura de muralhas medievais é progressivamente rompida, dando lugar a novas ruas e edificações. Da antiga fortificação, dotada de cerca e barbacã, resta a Porta de Santo António.
Esta breve nota passa ao lado do património gastronómico, sobejamente conhecido e de fino quilate, tal como o azeite. E não toca no valioso acervo, existente nas povoações da região, que testemunha a ocupação humana do território desde tempos remotos. Quer apenas aconselhar ao leitor uma visita que extasia a gustação e a visão. A cidade, assaz alindada e cuidada, disposta nas margens do Rio Tua, configura um rincão idílico e poético; tem na Ponte Velha ou Ponte Medieval, de vinte arcos, um ex-libris de inspiradora beleza. Venha até cá, não se arrependerá!
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