
Redação Facetubes c/ pesquisas de Internet
Há de perguntar urgentemente: como fica a criatividade humana e suas históricas produções artísticas diante do uso cada vez maior da chamada Inteligência Artificial?
Hoje tem muita gente que usa a AI para dar acabamentos finais as suas criações. Isso pode ou não pode causar preocupação?
Outra pergunta: será que a critividade humana realmente ainda é necessária ou indispensável, para a produção silenciosa e contempativa de um belo quadro de natureza morta? Será que a ajuda da inteligência artificial não pode levar a possíveis "plágios", já que essas se baseiam - no caso das músicas - em alguma melodia existente para a reprodução lógica de uma nova estruturação melódica e rítmica?
Não se vai muito longe nessas especulações. Exemplos disso são alguns sites que usam a Inteligência Artificial para, com a masterização, tornar músicas originais desconhecidas, muito parecidas com as de artistas favoritos das paradas de sucesso. Assim, há possibilidade real de ser feita de música original (composta por qualquer indivíduo), após todo um processo eletrônico, ter a pegada de uma composição e uma musicalidade bem perto de um grande hit mundial.
Funciona assim: a pessoa faz o upload das duas músicas e a IA faz o trabalho, trabalhando em alterações nas ondas sonoras para que se assemelhem à obra usada como referência. Sim, esses sites também pedem uma música de referência.
Modernidade à parte, esse tipo de produção musicial (softwares) tem sido muito criticado, especialmente pela RIAA, a Associação Americana da Indústria de Gravação, sediada em Washington, D.C. Os manifestos dessa associação criticam principalmente os serviços e algorítmos - sequência de instruções ou comandos realizados de forma sistemática - usados para treinar modelos de IA, com base em músicas de sucesso.
Por outro lado, vale ressaltar aqui um (quase) mesmo método usado pela universal "Netflix", que obtém informações de seu banco de dados sobre gostos dos seus assinantes por determinadas linhas e gêneros de produção cinematográfica, para, então, produzir novas séries.
Finalmente, uma última questão: será que alguém que é profissional na área de masterização deve se inspirar em referências do mercado para aumentar a qualidade de seu trabalho, sem que isso receba a alcunha de plágio?
A resposta é mais simples do que se pensa porque, agora, são os benditos algoritmos é que fazem isso tranquilamente, sem ter aquela dorzinha de consciência e culpa.
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