
O texto é de Ronald Ávila-Claudio – BBC News Mundo
Abaixo, a trancrição de alguns parágrafos. Para ler a íntegra, sigo o link: https://www.bbc.com/portuguese/geral-64100842
A notoriedade de Basquiat no mundo artístico começou assim que o jornal The Village Voice escreveu sobre o trabalho SAMO em 1978, apenas um ano antes da morte do conceito.
Mas o pintor começou uma carreira solo deslumbrante, que teve origem quando foi convidado a participar do Time Square Show (1980), uma influente mostra coletiva curada e administrada pelos próprios artistas expositores, incluindo personalidades como Keith Haring e Jenny Holzer.
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"Acredito que seu trabalho seja tão popular em todo o mundo porque ele fala para diferentes classes e grupos demográficos", destaca Sirmans. "Sua vida fala para pessoas diferentes, de uma forma que a vida de outros artistas, sejam quais forem seus níveis de vendas nos leilões, não alcança. Eles não são tão interessantes como seres humanos."
Sua arte inclui centenas de pinturas, grafismos e intervenções de objetos. Ela é salpicada de elementos urbanos e carregada de símbolos repetidos, como caveiras ou coroas, que recebem inúmeros significados dos historiadores e hoje fazem parte da cultura popular.
As criações de Basquiat aparecem em trabalhos de outros artistas, camisetas, objetos diversos e até filmes. E também são mencionados em músicas de artistas contemporâneos, como as músicas BBC e That's My Bitch, dos rappers americanos Jay-Z e Kanye West, respectivamente.
A relação com Warhol e o custo da fama
As reportagens da época sobre Basquiat não só descrevem seu enorme talento e as vultosas vendas das suas criações, mas também que o jovem artista frequentava as festas e coquetéis mais exclusivos de Nova York, relacionando-se com figuras importantes. Ele foi colega de Madonna em 1982, por exemplo, quando a cantora ainda começava sua carreira colossal.
Basquiat também conheceu e tornou-se amigo íntimo daquele homem que conheceu com 17 anos de idade - Andy Warhol. Ambos se admiravam e influenciaram o trabalho um do outro. Em 1985, eles inauguraram uma importante mostra conjunta, que marcou a volta de Warhol à pintura, depois de anos experimentando outros meios.
Na Nova York dos anos 1980, os artistas plásticos eram assediados pela imprensa como estrelas do rock. Basquiat e Warhol eram parte deste seleto grupo que era presença constante em festas e coquetéis. Na foto, eles aparecem com a modelo Tina Chow.
"Jean-Michel me fez pintar diferente, isso é algo bom", escreveu Warhol no seu diário, em 1984. Mas a colaboração recebeu fortes críticas negativas na imprensa, o que afetou sua relação e fez com que eles se afastassem.
Uma nota do jornal The New York Times em 1988 destacou que Warhol, autor das pinturas das Sopas Cambpell's, foi uma das pessoas que mais advertiram Basquiat sobre seu excessivo uso de drogas, uma problemática que marcou sua carreira.
A mesma nota descreveu Basquiat como um prodígio, mas também como alguém que agia constantemente de forma "errática", distraído pelo peso da fama.
O certo é que ele também enfrentou o complexo mundo da arte da sua época, no qual era uma das poucas pessoas negras que haviam atingido nível tão alto de sucesso. Há quem afirme que os distribuidores de arte ofereciam drogas em troca de suas pinturas e uma reportagem chegou a chamá-lo de "mascote" de Andy Warhol.
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Para ler a íntegra: https://www.bbc.com/portuguese/geral-64100842
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