
Os almanaques antigos eram fonte de saber. Mesmo com seus limites, essas publicações levavam conhecimento a todos os cantos do mundo. Na verdade, eram inspirações incríveis que passavam de geração a geração. Mesmo que as atualizações fossem anuais, havia muita coisa dos anos anteriores que continuavam atuais. Na verdade, era como se o leitor embarcasse em uma jornada de conhecimento e crescimento não só pessoal, como de toda uma comunidade, a qual tivesse acesso a esses almanaques. (Mhario Lincoln).
A CURIOSIDADE "MATA", MAS DIVERTE, ANTES...
*pesquisas na internet
(*) 10 curiosidades sobre a obra-prima de Aluísio Azevedo - "O Cortiço " - marco fundamental do Naturalismo brasileiro. Todas as curiosidades foram tiradas das mais de 1000 notas que acompanham "O Cortiço Anotado", da "Obliq Livros", a edição mais informativa já publicada desse clássico. (Foto da capa). aliás essa publicação é interessantíssima. Vale ter um exemplar. Mas vamos às curiosidades: há mais de 130 anos era lançado O Cortiço, um dos principais libelos antiescravagistas da nossa literatura nacional. Mas será que todos atentaram para 10 curiosidades marcantes da obra? Então, acompanhe:
TRABALHO DE CAMPO
Em 1884, Aluísio começou a estudar os costumes nos cortiços. Saía disfarçado, como um de seus moradores, alugou quarto em uma estalagem e nela passou a viver. Como fazia muitas perguntas, desconfiaram que fosse agente da polícia infiltrado. Precisou fugir do cortiço para escapar das navalhadas de um famoso "capoeira".
BONECOS DE PAPELÃO
Aluísio Azevedo era um escritor peculiar. Sua grande vocação era a pintura. Não tendo como continuar os estudos, 'desviou-se' para as letras. Aluísio escrevia o que não podia pintar. Seus personagens, ele desenhava, pintava e recortava em papelão, colocando-os diante de si sobre sua escrivaninha. Aluísio tinha a necessidade de ver para escrever.
A VIDA IMITA A ARTE
Aluísio usou elementos autobiográficos em suas obras de ficção. No seu romance "A condessa Vésper", o personagem Gustavo está escrevendo um romance: "A estalagem". Sem muito esforço, podemos considerar esse o título inicial do livro que Aluísio publicaria quase 10 anos mais tarde: "O Cortiço".
NO CORTIÇO
"Tirou da carteira uma nota de dez mil-réis, que deu a Agostinho para ir buscar três garrafas de Carls Berg". A cerveja dinamarquesa, criada por Jacob Christian Jacobsen (1811-1877), era vendida no Brasil no final do século XIX.
SÉRIE DE ROMANCES
"O Cortiço" foi anunciado 5 anos antes do seu lançamento, como o primeiro volume de uma série de romances (O Cortiço, A família brasileira, O felizardo, A loreira e A bola-preta), intitulada Brasileiros antigos e modernos, um ousado projeto literário que abarcaria a sociedade brasileira de 1822 à ruína do Império. Apenas "O Cortiço" foi publicado.
PLÁGIO?
Você concorda? Já leu Émile Zola? Pois prepare-se: para o jornalista Pardal Mallet, o romance de Aluísio Azevedo seria plágio de L'Assomoir, do francês Émile Zola, publicado em 1877. (Caso queira comentar mais abaixo, será de grande valia).
GÍRIAS E DITADOS
"O Cortiço" é um repositório de expressões populares e consegue reconstituir o modo de falar do carioca daquele período.
SUCURUJU OU CASCAVEL?
Em 18/12/1932, uma nota do Diário de Notícias, apontava um "equívoco" de Aluísio: Sucuruju (cap. 16) não tem chocalho.
VIVENDO DA ESCRITA
Aluísio Azevedo foi precursor do marketing editorial. Também foi um dos primeiros escritores a viver de literatura no país.
GRANDE LANÇAMENTO
"O Cortiço" apareceu em 13 de maio de 1890. Foi precedido por uma forte campanha nos jornais. A tiragem de 2.000 exemplares esgotou-se em poucas semanas.
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ZENÓBIIA, LEMBRA?
*National Geographic
(*) Essa foto é da Estátua da rainha Zenóbia no meio do mar Mediterrâneo, Lattakia, Síria. Esta antiga rainha de Palmira conquistou o Egito, capturou províncias romanas e quase transformou o seu reino num império igual a Roma. Riqueza, cultura e poder habitaram na cidade de Palmira no século III d.C. Esta capital cosmopolita da província romana do mesmo nome estava próxima das fronteiras orientais do império, proporcionando o cenário para o ambicioso jogo de poder da Rainha Zenóbia. Em meados do século III d.C. o Império Romano estava atolado numa crise política e econômica, as suas fronteiras sob constante ataque e o seu centro lutando para manter. A derrota catastrófica e captura em 260 do imperador Valeriano pelos persas empurrou o domínio romano para uma desordem ainda maior. Enfraquecido e distraído, o império enfrentava ameaças em todas as frentes. Observando do leste, Zenóbia viu sua oportunidade e sabia que tinha um império a ganhar. Palmira tinha uma história de cooperação com o domínio romano, o que resultou em muitos benefícios para o reino do deserto. Localizada no meio da Síria moderna, a rainha aparece sentada na divisa entre o mundo mediterrâneo governado por Roma e os grandes impérios da Ásia, tornando-se um centro de enorme estratégia e importância econômica.
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"DIÁRIO DE UM HOMEM SUPÉRFLUO". Quem escreveu?
@Literatura Mundial
(*) Foi o russo Ivan Turguêniev. Aos 19 anos, publicou uma coletânea de poemas. Em 1847 publicou seu primeiro livro. Nesta mesma época conheceu Pauline Viardot.
Ela foi seu grande amor e eles tiveram um relacionamento que durou por décadas apesar de ela ser casada. Ele foi o primeiro autor russo a fazer sucesso na Europa.
Quando seu romance, "Pais e Filhos", foi publicado, ele sofreu com tantas polêmicas que preferiu deixar a Rússia. Turguêniev era grande amigo de Gustave Flaubert e tinha algumas rusgas com Tolstói e Dostoiévski. Ele faleceu de câncer em 1883.
VOCÊ COSTUMA DAR CONSELHOS? EU, DIFICILMENTE.
*anotações de Johann Peter Eckermann
(*) Dar conselhos é algo que caminha em cima de um fio de navalha ou de uma uma tênue linha. se não, leia o que disse, no final da vida, um cara chamado simplesmente de Johann Wolfgang von Goethe ou como o conhecemos. Goethe: "Dar conselhos é uma coisa complicada, e quem já pôde observar por algum tempo neste mundo como as coisas mais sensatas malogram e as mais absurdas muitas vezes levam a um final feliz, desiste de aconselhar quem quer que seja. No fundo, pedir conselhos é uma forma de limitação, e dá-los é uma forma de presunção. Só deveríamos dar conselhos em assuntos dos quais nós mesmos pretendemos tomar parte. Se alguém me pede um bom conselho, eu respondo que estou pronto a dá-lo, mas com a condição de que ele me prometa não o seguir."
COMO ANDA A SUA SOLIDÃO?
*pesquisa na internet
(*) Os almanaques de antigamente, especialmente os da década de 70, enxurraram matérias pertinentes ao fenômeno da solidão. Ontem, passando por uma banca de revistas observei a capa da atualíssima revista GALILEU e eis que a matéria de capa era sobre a solidão, que reaborda o tema amplamente discutido nos anos 70. Época em que foram levantadas muitas premissas acerca do tema, pois vai figurar sempre, à partir desse 'booommm' hyppeano, da época, entre os fenômenos contemporâneos usados e abusados na literatura mundial. Por isso, são crescentes publicações do gênero. Tanto que, nos últimos anos, o número de artigos, livros e teses sobre solidão, citados na Psychological Abstracts, vem tendo um surpreendente crescimento. Abaixo, um rápido exemplo, com ênfase entre 1970 e 1980:
Burnside, 1971; Chelune, Sultan & Williams, 1980; Czernik & Steinmeyer, 1974; Ford & Zorn (1975); Frazao, 1978; Gaev, 1976; Gordon, 1976; Hendrix, 1972; Hobson, 1974; Hornung, 1980; Horowitz & French, 1979; Jones, Freemon & Goswick, 1980; Jong-Gierveld, 1978; Kivett, 1978; Mijuskovic, 1977a, 1977b; Moore & Sermat, 1974; Moustakas, Peplau & Cadwell, 1978; Peplau, Russel & Heim, 1978; Sadler, 1978.
Como se vê, a maioria das discussões deu-se mesmo durante os anos 1970/80. Passei um rápido soslaio d'olhos sobre essas obras. Mas acabei aderindo (parcialmente) à definição de Portnoff G. (1976), que considerou existir apenas uma unidade fundamental na descrição de solidão: "(...) uma experiência de desorientação ou estar perdido dentro de um domínio de significado, resultante da quebra ou rompimento de relacionamento com outros significantes". Pois bem, você também sofre de solidão? Se sim ou não, deixa seu comentário abaixo.
FONTE DE CONHECIMENTO PÓS-ALMANAQUES
*tednews
Você com certeza já ouviu falar nos "TED talks". São vídeos poderosos de até 20 minutos ensinando algo novo. Milhares de palestras estão disponíveis no site do TED e foram vistas mais de um bilhão de vezes em todo o mundo, até o momento. É muito material. Por isso, fui ao site do "TED Talks", e escolhi 3 links bem interessantes que me fizeram um bem danado.
QUEM É VOCÊ PARA O MUNDO?
AUTOESTIMA: O PODER DE SER VOCÊ
GUGA: O BRASILEIRO QUE DESAFIOU O MUNDO
EPÍLOGO: por hoje é só! Vou tentar relembrar as histórias de Almanaque sempre que puder. Vai depender se os leitores vão gostar ou não. São saudosistas ou não. Mas não se trata nem de gosto, nem de saudosismo. Tento trazer esta meu trabalho aqui no www.facetubes.com.br como uma fonte de informação.
E isso pode ajudar no crescimento e conhecimento de muitas pessoas que querem ir para frente. Que querem crescer e subir degraus do conhecimento. Lembro que meu pai me falou quando me deu a chave do seu carro para dirigir pela primeira vez: "(...) use o retrovisor, sempre que for virar à esquerda ou à direita, ou for dar ré. Mas nunca esqueça de olhar pra frente, se não, você bate o carro. Ia esquecendo... coloque a marcha certa!...". Hoje, mesmo com as famosas câmeras de ré e a modernização dos automóveis, nunca esqueci de como fui orientado.
Comentem. É muito gratificante ver os leitores deixando suas opiniões. Obrigado e até a próxima.
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