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Esta é a terceira e última parte do interessante ensaio de Dilercy Adler: Maria Firmina dos Reis/Nélida Piñon.

Autorizada a publicação pela autora Dilercy Adler.

06/04/2023 às 09h52
Por: Mhario Lincoln Fonte: Dilercy Adler/Nélida Piñon
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Renata Barcellos, Dilercy Adler e Nélida Piñon
Renata Barcellos, Dilercy Adler e Nélida Piñon

NE: Esta é a terceira e última parte do interessante ensaio de Dilercy Adler Maria Firmina dos Reis/Nélida Piñon.

 

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3. SOBRE NÉLIDA PIÑON

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Sou taurina e meu ascendente é sagitário. Conjugação de terra e fogo. Será que me explica? Quanto aos sonhos, eles são discretos. Talvez quisesse aprender a viver, a morrer. A manter a dignidade, a seguir considerando a compaixão e a misericórdia sentimentos altaneiros, indispensáveis para o exercício da nossa humanidade Será que falei demais?

Nélida Piñon (entrevista de Wagner Lemos:) (grifos meus).

Nélida Cuinãs Piñon, Nélida Piñon, nasceu, no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro, no dia 03 de maio de 1937. Seu pai, Lino Piñon Muíños, comerciante, e sua mãe, Olívia Carmem Cuíñas Piñon. O nome Nélida é um anagrama do nome do avô Daniel. Nas palavras de Nélida Piñon, em seu Discurso de Posse na Academia Brasileira de Letras: Carrego comigo a sensação de haver, eu mesma, desembarcado na Praça Mauá, no início do século, no lugar dos meus avós, em busca da aventura brasileira, a única saga que ainda hoje estremece meu coração. Eles vieram da Galícia, do concelho de Cotobade, na Espanha.

 

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Desde criança foi estimulada a ler e já escrevia pequenas histórias. Com oito anos, diz Nélida, em entrevista a Wagner Lemos, proclamei-me escritora. Aos 10 anos fez a sua primeira viagem à terra de seus pais. Graduou-se em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1961, aos 24 anos, estreou na literatura com o romance “Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo”. Em 1965, aos 28 anos, viajou para os Estados Unidos com a bolsa “Leader Grant”, concedida pelo Governo norte-americano.

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Em 1970, aos 43 anos, inaugurou e foi a primeira professora da cadeira de Criação Literária da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre 1990 e 1996, foi catedrática da Universidade de Miami, onde ministrou cursos, realizou debates, encontros e conferências. Foi escritora-visitante da Universidade de Harvard, da Columbia, de Georgetown, de Johns Hopkins, entre outras. 

 

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Sua obra está traduzida para diversos países, entre eles, Alemanha, Espanha, Itália, Estados Unidos, Cuba, União Soviética e Nicarágua. Foi agraciada com inúmeros prêmios literários nacionais e internacionais. Dentre os internacionais: Juan Rulfo, do México; Jorge Isaacs, da Colômbia; Rosalia de Castro, da Espanha; Gabriela Mistral, do Chile; Prêmio Puterbaugh, dos Estados Unidos; o Prêmio Menéndez Pelayo, da Espanha.

Em 2005 recebeu o Príncipe de Astúrias, pelo Conjunto da Obra. Também foi contemplada com títulos de Doutora Honoris Causa das universidades: Poitiers, Santiago de Compostela, Florida Atlantic, Montreal, entre outros.

 

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Publicou: Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo (1961); Madeira Feita Cruz (1963);

Tempos das Frutas: contos (1966); Fundador (1969); A Casa da Paixão (1972); Tebas do

Meu Coração (1974); A Força do Destino (1977); O Calor das Coisas (1980); Sala das

Armas (1983); A República dos Sonhos (1984); Canção de Caetana (1987); O Pão de

Cada Dia (1994); Até Amanhã, Outra Vez (1999) A Roda do Vento (1998); Vozes do

Deserto (2004); Aprendiz de Homero: ensaio (2008); Coração andarilho: memória

(2009); Livro das Horas: memória (2012); A Camisa do Marido (2014); Filhos da

América (2016) e, em 2018, aos 81 anos, Nélida Piñon lançou Uma Furtiva Lágrima, que teve como motivação a experiência de sentir-se próxima da finitude, mas que, segundo ela, terminou fazendo com que se posicionasse diante da vida. Quanta força demonstra nessa etapa difícil da vida.

 

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Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras-ABL, em 27 de julho de 1989, na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda, e recebida pelo Acadêmico Lêdo Ivo, em 03 de maio de 1990 (dia do seu aniversário de 53 anos). É a quinta ocupante da Cadeira nº 30, patroneada por João Carlos de Medeiros Pardal Mallet, que teve como Membro fundador Pedro Carlos da Silva Rabelo, sendo antecedida por Heráclito de Alencastro Pereira da Graça, Antônio Austregésilo Rodrigues de Lima e Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

 

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Foi a primeira mulher a se tornar Presidente da Academia Brasileira de Letras, no biênio 1996-1997, e o Primeiro Centenário da ABL foi comemorado durante a sua gestão, em 1997.

Tive a grande honra de conhecer Nélida Piñon também por meio das palavras das suas publicações, de imagens e enredo cinematográfico e, além disso, pessoalmente em Salamanca, em novembro de 2018, por ocasião do I Congresso Internacional de Literatura Brasileira Nélida Piñon en la República de los Sueños, promovido pela Universidade de Salamanca na Espanha, de 12 a 14 de novembro de 2018, e em sua homenagem, conforme fica claro no subtítulo. Na ocasião a vi participando das atividades desse memorável evento de forma entusiasmadamente amável. Na clausura do evento testemunhei a figura de uma frágil mulher, que me surpreendeu com o vigor físico e melodiosidade de sua fala, elegantemente de pé, por aproximadamente uma hora.

Constatei então uma fragilidade aparente, pois, de fato, no auge dos seus mais de 81 anos, aquela nobre escritora apresentava um viço no semblante e uma veemência delicadamente doce na sua voz.

Convém esclarecer que o meu objetivo maior de participar desse I Congresso Internacional de Literatura Brasileira Nélida Piñon en la República de los Sueños foi exatamente levar Maria Firmina dos Reis nos livros, no coração e na fala para sugerir que ela fosse inserida no rol de estudos do importante Centro de Estudios Brasileños de Salamanca.

E as duas, Maria Firmina e Nélida Pìñon, se encontraram em Salamanca, quando da minha comunicação sobre Maria Firmina dos Reis: seus Cantos à beira-mar e o conto indianista Gupeva, livro produzido pela Academia Ludovicense de Letras, em 2017, quando estava como Presidente da ALL Naquela ocasião senti a anuência de Nélida Piñon, no tocante à divulgação do nome e obra de Maria Firmina dos Reis.

No momento desse encontro simbólico de Maria Firmina e Nélida, tive a certeza de que deveria escrever algo sobre as duas, também por ter visto que as semelhanças e as dessemelhanças entre diferentes pessoas resultam em formatos e respostas próximas com finalidades equivalentes.

Maria Firmina dos Reis.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS: DAS SEMELHANÇAS E DESSEMELHANÇAS DE MARIA FIRMINA E NÉLIDA

 

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Maria Firmina nasceu no século XIX e viveu até o início do século XX. Nélida nasceu na primeira metade do século XX e permanece produtivamente vibrante neste século XXI. Há um século entre as duas, mas, apesar dos valores vigentes de cada época, das condições materiais de existência agudizadamente diferentes, ambas se pronunciaram/pronunciam no mundo de forma harmoniosamente atrelada à existência de um mundo axiologicamente humano. As famílias de ambas atravessaram o Atlântico, mas em condições e objetivos bem distintos:

Maria Firmina relembra a diáspora africana, a vinda e chegada ao Brasil, por meio das memórias da preta Suzana:

Tinha chegado o tempo da colheita e o milho e o inhame e o mendubim eram em abundância em nossas roças. Era um desses dias em que a natureza parece entregar-se toda a brandos folgares, era uma manhã risonha, e bela, como o rosto de um infante, entretanto eu tinha um peso enorme no coração. Sim, eu estava triste, e não sabia a que atribuir minha tristeza. Era a primeira vez que me afligia tão incompreensível pesar. Minha filha sorria-se para mim, era ela gentilzinha, e em sua inocência semelhava um anjo. Desgraçada de mim! Deixei - a nos braços de minha mãe e fui-me à roça colher milho. Ah! nunca mais devia eu vê-la...

 

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[…] Ainda não tinha vencido cem braças de caminho, quando um assobio,

que repercutiu nas matas, me veio orientar acerca do perigo iminente, que aí

me aguardava. E logo dois homens apareceram, e amarraram-me com cordas.

Era uma prisioneira - era uma escrava! Foi embalde que supliquei em

nome da minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros

sorriam-se das minhas lágrimas, e olhavam-me sem compaixão. Julguei

enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... a sorte me reservava

ainda longos combates. Quando me arrancaram daqueles lugares, onde

tudo me ficava - pátria, esposo, mãe e filha, e liberdade! meu Deus! o que

se passou no fundo da minha alma só vós o pudestes avaliar!…

[…] Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de

cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis

tormentos, e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida

passamos nessa sepultura até que abordamos as praias brasileiras.  Para caber

a mercadoria humana no porão fomos amarrados em pé e para que não

houvesse receio de revolta, acorrentados como os animais ferozes das

nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa.

Davam-nos a água imunda, podre e dada com mesquinhez, a comida má e

ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos companheiros à falta de

ar, de alimento e de água. É horrível lembrar que criaturas humanas

tratem a seus semelhantes assim e que não lhes doa a consciência de levá-los

à sepultura asfixiados e famintos! (REIS,1988, pp. 82-83). (grifos meus).

 

Enquanto Nélida, em seu Discurso de Posse na ABL registra a escolha do Brasil e a vinda dos seus avós, dizendo:

 

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Trago, pois, na imaginação, vestígios de uma viagem que não fiz – com meu

corpo – e o gosto do sal inerente à travessia atlântica. Trago, sim, comigo,

junto à atração pelo novo, as hesitações típicas de quem penetra um país pela

primeira vez e desconhece os costumes locais implantados há mais de

quatrocentos anos.

[…] Não sei a que intriga e ardil do destino meus familiares obedeceram

quando apontaram no mapa de suas aldeias o desenho febril e exaltado do Brasil.

 

[…] Afinal, cada homem viaja em busca de uma estrela que recebe o nome

caro aos seus sentimentos. E traz às costas a sacola da ilusão e da intranquilidade.

[…] A caravela que navega no meu imaginário, como herança, insiste em que

levantemos as velas. O vento que assopra conduz-nos pelas grotas de

geografia indômita, vistoria palavras e sentimentos cravados no peito alheio.

Espinhos de uma roseira que pende sob o fardo de juras e queixumes

solitários. O Brasil, saído dessa fornalha, alimenta a fome verbal de seus

filhos.

 

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A viagem dos seus avós é interpretada não somente como aventura, na busca da estrela, mesmo com a sacola da intranquilidade, mas também como ilusão, que sempre ajuda o ser humano a empreender novas descobertas, novo rumos.

Ambas têm uma vasta obra artístico-literária e trabalharam com pioneirismo na educação. Maria Firmina com a primeira escola mista; Nélida inaugurou e foi a primeira professora da cadeira de Criação Literária da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

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As condições objetivas de vida das duas são bem distintas: Maria Firmina, no Nordeste, pertencente a um estrato social sem grandes recursos econômicos, longe do circuito da Corte, época em que a educação para mulheres se apresentava de forma precária. No Maranhão, os homens brancos e ricos iam estudar na Europa nas melhores Faculdades. Apesar dessa realidade, Maria Firmina foi capaz de produzir uma vasta obra. Eu a considero autodidata, a sua produção cultural demonstra erudição. Por outro lado, Nélida viveu num ambiente rico de estimulações, entre livros, teatros, viagens e boas escolas.

Ambas ousadas e ambivalentemente serenas, contidas em algumas situações. Coincidentemente, ambas falam de seus trabalhos de forma tímida. No Prólogo do romance Úrsula: Maria Firmina o inicia declarando: [...] mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor. Sei que passará entre o indiferentismo glacial de uns e o riso mofador de outros, e ainda assim o dou a lume. E Nélida expressa, em entrevista a Wagner Lemos: A persistência em prosseguir, em jamais desistir de considerar meus textos imperfeitos. Sempre em busca do meu Graal que constituía simplesmente de uma página relativamente limpa, próxima à minha aspiração literária.

Ambas utilizam a arte como instrumento de equalização social a exemplo da questão da liberdade relativa à escravidão, da questão indianista e de gênero, dentre outras.

Dentro desse contexto, um episódio que demonstra a sensibilidade e consciência política de Maria Firmina dos Reis diz respeito ao dia em que foi receber o título de nomeação para exercer o cargo de professora na Vila de Guimarães: Seus familiares queriam que fosse de palanquim (espécie de liteira em que as pessoas mais ricas se faziam transportar, conduzidas por escravos) e ela recusou-se irrevogavelmente explicando: Negro não é animal para se andar montado nele. De forma inteligente e verdadeiramente cristã, afirmava que a escravidão contradizia os princípios do cristianismo, que ensinava o homem a amar o próximo como a si mesmo.

 

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No tocante a retratar o outro, tenho a clareza de que corro sérios riscos em deixar escapar algum viés imprescindível, assim como ainda o meu olhar traduzir, de modo não tão fiel, aquilo que vê. A própria Nélida confessa, ao falar de si mesma, em entrevista a Wagner Lemos:

 

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As aspirações humanas, afinal, se confundem entre tantos escombros. Sabemos tão pouco dos instantes que foram fazendo o nosso destino, a ponto de traçarmos uma biografia completa, que não colida com o tempo e o espaço interiores.

[...]Não saberia inventariar o meu passado, dar-lhe credibilidade, apontar razões determinantes de um quotidiano ultrapassado e já entregue à minha

mitologia pessoal. (http://www.wagnerlemos.com.br/nelidapinon.htm).

Espero não ter me distanciado da fidelidade neste traçado breve do perfil de cada uma dessas importantes musas, que inspiram outras tantas mulheres.

Com certeza, existem muitas outras mulheres escritoras, intelectuais e artistas brasileiras que possuem perfis de ícones, mas escolhi Maria Firmina dos Reis e Nélida Piñon por motivos especiais e pessoais, já referidos.

Cada uma dessas mulheres, no seu tempo, no seu espaço físico-geográfico e de forma peculiar, segundo as condições objetivas do seu contexto histórico-cultural (século XIX, século XX), se firmaram como ícones da Historiografia Literária Feminina no Brasil.

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REFERÊNCIAS

ADLER, Dilercy Aragão (Org.). II COLETÂNEA POÉTICA DA SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO ESTADO DO MARANHÃO: Latinidade. São Luís:2000.

ADLER, Dilercy Aragão. MARIA FIRMINA DOS REIS: uma missão de amor, São Luís: ALL, 2017.

ADLER, Dilercy Aragão..ELOGIO À PATRONA MARIA FIRMINA DOS REIS: ontem, uma maranhense; hoje, uma missão de amor. São Luís: ALL, 2014.

MORAIS FILHO, José Nascimento. MARIA FIRMINA FRAGMENTOS DE UMA VIDA. São Luiz: COCSN, 1975.

REIS, Maria Firmina dos. ÚRSULA. Organização e notas de Lobo; Introdução de Charles Martin. - 3ª ed. -Rio de Janeiro: Presença Edições: Brasília INL, Coleção Resgate/INL, 1988.

LEMOS, Wagner. Nélida Piñon entrevista com Wagner Lemos

http://www.wagnerlemos.com.br/nelidapinon.htm

PIÑON, Nélida. Discurso de Posse Academia Brasileira de Letras

http://www.academia.org.br/academicos/nelida-pinon/discurso-de-posse

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Dilercy Aragao AdlerHá 3 anos São LuísObrigada Jaime e Jade, lembrando o que já coloquei anteriormente, que para mim elas são fontes de inspiração e prova viva de que a cor da pele é um detalhe, uma característica a mais.E reafirmo, nossa brasilidade se firma em raízes indígenas, africanas, europeias e orientais, transformadas em genuína raça miscigenadamente pura de humanidade ímpar!.
JAIME Há 3 anos BSB/DFO articulista dá um show de erudição nesses três artigos, pois as fontes, possuem valores incomensuráveis na nossa cultura. Ao término desses três artigos, só podemos aplaudir de pé e que dessa lavra, saiam mais artigos dessa magnitude.
Maria Jade, escritora e ensaístaHá 3 anos Rio Grande do SulOra, ora. Sou negra e me honro em ler este ensaio, senhores e senhoras. Parabéns a Dilercy por integrar esta plataforma de consciência humana e artística... e falar de Maria Firmina e Nélida.
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