*Mhario Lincoln
Resenha 01/El País/Br
Por alguns dias estive vasculhando as antigas publicações do jornal EL PAÍS, em Português, que deixou de ser editado em 14 de dezembro de 2021. Por isso, pretendo fazer algumas resenhas especiais sobre as melhores matérias publicadas nesse período, (2013/21).
Começo relembrando aquela velha e tradicional máxima. "Diga-me com quem andas e te direi quem tu és...", uma adaptação não canônica de 1 Coríntios 15:33, onde se lê, "...as más companhias corrompem os bons costumes". Esse máxima, a mim me parece ter ganho uma versão literária interessante e está muito bem delineada em um livro que (ainda) está fazendo muito sucesso nas Américas. Trata-se de ‘Elígete a Ti Mismo y Haz que Funcione’, lançado lá em 2015. (Foto).
Ricardo Llamas Martínez, autor da obra, nessa reportagem que li, diz: "as pessoas com quem passamos mais tempo determinam as conversas que atraem nossa atenção [...]. Com o tempo, começamos a comer o que comem, falar como falam, ler o que leem, pensar o que pensam, ver o que veem, tratar os outros da mesma maneira e até a nos vestirmos como elas. O engraçado é que normalmente ignoramos que nos parecemos tanto”.
O ponto máximo dessa premissa é o texto publicado no Instagram do El País/BR, abaixo*:
"(...) Imagine por um momento que você é J. R. R. Tolkien e acabou de esboçar 'O Senhor dos Anéis' - que se tornou uma obra épica. Se tivesse a oportunidade de mostrar seu rascunho a alguém, a quem o mostraria? O escritor britânico não teve dúvidas e compartilhou seus hobbies, elfos e anões da Terra Média com os colegas de um pequeno grupo literário que havia criado com C. S. Lewis, o autor do não menos fantasioso as 'Crônicas de Nárnia'. Para Tolkien, "os inklings", o nome dado a essa associação, viriam a ser o que anos depois David McClelland chamaria de 'grupo de referência'. (...)".
E a matéria continua:
"Segundo um estudo da Universidade Harvard, as pessoas com quem nos envolvemos regularmente 'determinam 95% de nosso sucesso ou fracasso na vida'. É claro que, além de seu talento indiscutível, os comentários e críticas dos "inklings", seu grupo de referência, encorajariam o perfeccionista Tolkien a finalizar sua obra magna. Pode-se dizer que parte do mérito do livro mítico foi de seus colegas. Agora, pare para pensar no seu 'grupo de referência', aquele que faz parte de seu entorno, a família, o trabalho, os amigos ... Essas pessoas a quem você está habitualmente exposto moldam quem você é (...)".
A tradução do título do livro de Ricardo Llamas Martínez, em português é "Escolha a si mesmo e faça com que dê certo". A partir desse título, veio-me a dúvida: a pessoa é ou não é influenciada por seu grupo? Ou se for, tem que ignorar as influências e seguir a si mesmo?
Deixe sua opinião aí nos comentários. Parece que há algo paradoxal nisso tudo, ou não?
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*El País/br (Instagram/AGOSTO 22, 2021)
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