
Mensagem: “Sobre unir na Terra e na Vida Eterna: talvez seja muito tarde para que os que ignoram a Deus e Seus preceitos de vida, sejam beneficiados pelo perdão pelos pecados cometidos por aqui, na hora da morte. O que unires na vida Terrena, também será unido na vida Eterna....”.Do Livro Gotas de Reflexão Espiritual Parte II, de Clélio Silveira Filho.
Mhario Lincoln
#bomdiafeliz meu caro Clélio,
Este é o Clélio Silveira Filho que eu conheço há anos: um exemplo de perseverança, determinação e visão empreendedora. Desde jovem, ele soube enxergar oportunidades no mercado musical e trabalhou duro para modernizar a indústria brasileira de entretenimento, na área em que atuava.
Seu legado é notável, tendo transformado os bailes jovens de várias cidades nordestinas, especialmente as maranhenses, e contribuído para a disseminação da 'cultura pop' internacional no país. Mas sua atuação não se limitou à música, tendo se destacado também como empresário de grandes nomes e como um dos principais jornalistas eletrônicos do Brasil.
Na época, teve a audácia de trazer para o interior nordestino - na época acostumado a bandas de sopros e naipes - o som radical da nova era, já que a Televisão mostrava conjuntos como Beatles, Rolling Stones e os grandes conjuntos musicais elétricos de baile.
Ele foi um pioneiro. Cabelos grandes, botinha sem meia, calças boca de sino. Ele representava o moderno dos anos 70 em grande estilo. Por isso, através de seu trabalho, transformou os bailes jovens de Santa Inês, Imperatriz e Teresina. Depois, foi empresário de grandes nomes, incluindo um deles, atualmente seu grande amigo, o cantor de sucesso Peninha.
Fez amizades e promoveu muitos cantores maranhenses, Zeca Baleiro, Alcione, Claudio Fontana, Conjunto de Nonato e tantos outros. Um homem que teve em Deus, na sua Fé e na sua boa vontade, âncoras para alcançar o sucesso na vida com honestidade, humildade e carisma. Por isso é que comanda um dos maiores jornais eletrônicos do Brasil, o AGORA SANTA INÊS, sem dúvida entre os 10 maiores com destaque nacional. Sua família é querida e suas filhas também fazem muito sucesso, destacando-se Zabella Silveira, cuja atuação nacional tem a colocado nos píncaros da glória, nas áreas de moda, produção digital e musical.
Por isso, neste dia especial, eu e meu confrade da Academia Poética Brasileira, poeta e cordelista Pedro Sampaio queremos prestar-lhe essa pequena homenagem. De minha parte, uma rápida entrevista com Clélio. E da parte do Pedro, um soneto sensacional (abaixo) que ele 'tirou' com o papel sobre as pernas, em 5 minutos.
Claro que antes, e seguindo minha forma de escrever, gosto de sempre chamar para a mesma conversa gente como Nelson Mandela que dizia, à propósito: "Nunca desista dos seus sonhos, pois são eles que nos mantêm vivos e nos fazem lutar por um mundo melhor." Ou Robert Collier - "O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos diariamente." - ou, ainda, Martin Luther King Jr. "Não é o tamanho do homem que importa, mas sim o tamanho do seu coração e a força de sua vontade."
Destarte, querido Clélio Silveira Filho, desejamos - eu e Pedro - a você, um feliz aniversário e que continue a inspirar e impactar positivamente a vida de tantas pessoas, como tem feito ao longo de sua carreira. Que sua fé, honestidade, humildade e carisma continuem a ser suas âncoras para alcançar novas conquistas e realizações em sua vida. Parabéns!
A homenagem de Pedro Sampaio
Transformador do Social
Amado, Mestre Clélio Silveira
Empreendedor repleto de altivez
Cada ação que projeta é altaneira
Que o diga o 'Agora Santa Inês'
Futurista se faz sempre visionário
Tudo que faz, busca fazer com perfeição
Clélio Silveira um grande Missionário
Na Comunidade Carismática bom cristão
Conheceu o Show Business plenamente
Produtor talentoso e competente
Contribuinte da riqueza cultural
O Pai amado, Filho e esposo tão querido
Fiel Amigo e na luta aguerrido
Um idealista transformador do social.
(Pedro Sampaio)
Abaixo a rápida entrevista:
MHL: É verdade que o município de Santa Inês saiu na frente, no Maranhão, para a modernidade da música com instrumentos elétricos?
Clélio SF: Sim. O primeiro Conjunto musical elétrico no Maranhão, com guitarra, baixo, teclado, foi aqui em Santa Inês. Em São Luís o Nonato ainda tocava com músicos sentados, era um nipe de sopro.
MHL: Conheceu Rogeryo du Maranhão?
Clério SF: Rogério do Maranhão apareceu com um grupo muito interessante nessa época também. O ano era 1968. Eu tinha uns 15 anos...
MHL: Então você começpou cedo nessa luta musical?
Clélio SF: Sim. Tinha 13 anos eu já ia lá para Juazeiro, na Bahia pegava um conjunto elétrico que tinha lá - "Os Bárbaros", colocava numa Kombi e vinha tocando pelos interiores até Zé Doca-MA, que tinha o Clube da Sudene na época. Então eu passava por Teresina, por Bacabal, por Caxias... etc. Depois trouxe outro conjunto. Também muito bom: "Os Iguais". Subia e descia esse Maranhão numa Kombi. Passava pelo município de Pindaré Mirim, que na época, tinha o clube do Banco do Brasil e também tinha o Guajajara e o Caraí, em Bacabal (MA).
MHL: Esse périplo não cansava?
Clélio SF: Nunca! Quando eu terminava uma rota, eu já vinha com outro conjunto. E um belo dia Eu passando pelo interior piauiense, me disseram que tinha um senhor que era barbeiro. Seu Lourenço. Ele tinha um conjunto elétrico. E esse conjunto não ia para lugar nenhum. Ele não sabia mexer com isso. Comprou, gastou um dinheiro, mas não sabia mexer. Tinha baixo, guitarra, teclado, e bateria. Aí eu fui conversar com ele. Daí ele me deu autorização para trazer para terras maranhenses esse conjunto elétrico completo.
MHL: E para onde você levou?
Clélio SF: Eu trouxe para Santo Inês. Aluguei uma casa aqui na Rua do Cordeiro e coloquei o conjunto aqui. Tudo cabia tudo num jipe quatro portas. Eram umas quatro caixas de som, a bateria, o teclado. Me lembro ainda dos músicos: bateria era o Cabeludo. Na guitarra base era o Carioca. Na guitarra solo era o Mascarenhas. No baixo era o Joá. E no vocal era o Milita. E a gente dava show..todo mundo cabeludo, todo mundo. (Foto).
MHL: Qual era a moda da época?
Clélio SF: Eu era o cara (risos). Com aquelas camisas esvoassantes, calça boca de sino, bordada, geralmente verde, botinhas. Um negócio de louco.
MHL: E como era São Luís, a capital do Maranhão, na época?
Clélio SF: Então, aí depois isso me apareceu lá em São Luís um conjunto elétrico. Pitomba era um dos líderes, Fernando (piloto), você, Mhario, na bateria, lembra, no conjunto Super 5, depois você foi para o conjunto Zé Quita. E alí com você, Rogeryo du Maranhão também participava dessa revolução como 'crooner'. Bons tempos, né? Sabia do Rogeryo porque ele estava namorando com a Rosimeire, que era de Santa Inês, quer dizer, não era de Santa Inês, era de São Luís, mas o pai tinha colocado um comércio em santa Inês. Uma farmácia.
MHL: Como você se lembrou do Rogeryo?
Clélio SF: Foi assistindo o vídeo com sua música ALUMIÔ, linda a interpretação do Rogeryo du Maranhão. Há anos não via Rogeryo. e fiquei muito emocionado ao ouvir essa bela música, esse grande arranjo de Chuiqinho França e a voz sempre firme e melodiosa de Rogeryo. E eu fico muito contente em ver o Rogeryo du Maranhão ainda na luta, na batalha. O Chiquinho França nem se fala porque o França, é um excelente músico.
MHL: Como seria o final dessa interessante história?
Clélio SF: Bem, aí depois eu fui embora na década de 70. Lá no ano de 75, 76, fui embora. E eu só voltei em 2003, então eu passei aí 30 anos fora. E assim, só para concluir, eu me lembrei de tudo isso porque esses dias eu fiz uma entrevista com Zeca Baleiro, para o programa da minha mulher e da minha filha, aqui, na televisão. Ele disse que se lembrava de mim. ele estava com cinco, seis anos. ele contou estava em Arari e se lembra quando nosso conjunto chegava. era o "The Jets". Como não tinha ponte, colocávamos todo equipamento numa lancha e atravessava para o outro lado. Nosso conjunto tocava bastante em Arari (MA). Senti uma emoção danada quando Zeca disse: " ... sim eu te via lá. Nunca imaginei que ia seguir a mesma carreira". Só para ilustrar. O "The Jets" tocava Renato e seu Blue Caps, "The Fevers", "trepidante", "Beatles". Agora imagina como era nosso inglês. Se levava de qualquer jeito. Até a gente contratar um vocalista que era do Banco do Brasil, o Albuquerque. E ele realmente conhecia o inglês. Ele cantava junto com o Milita, o crooner original, as músicas em inglês, desta vez, tudo certinho....
MHL: Obrigado, Clélio.
Clélio SF: Juntos, Mhario. Eita, mundão!
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