
TEXTOS ESCOLHIDOS
Redação do Facetubes
Sem dúvida, quem leu sabe muito bem que as obras do escritor Cormac McCarthy são excepcionais porque era ele, o mais original e eloquente entre os escritores vivos.
Destaca sua potência imaginária "na criação de mundos e personagens peculiares, e sua capacidade de lidar com temas complexos. McCarthy é reconhecido por seus diálogos rápidos, personagens únicas e sua exploração da natureza da violência", como disse o crítico Solemar Oliveira (revistabula.com/57160). Alguns de seus principais trabalhos são mencionados, como a Trilogia da Fronteira, "A Estrada", "Onde os Velhos Não Têm Vez", entre outros.
E mais: os títulos de suas obras não representam completamente a grandeza de seus conteúdos, que abrangem homens marginalizados, terras isoladas e discursos impactantes sobre pessoas comuns, soldados e estrangeiros. McCarthy, mesmo aos 89 anos, continuava escrevendo com lucidez assustadora, como evidenciado por seus dois últimos livros, "O Passageiro" e "Stella Maris". Seu legado literário é considerado inimitável.
"Meridiano de Sangue" é destacado como sua obra maior e mais bem realizada, equiparada a "Hamlet" e "Moby Dick" em sua importância estética. Isso porque, McCarthy era um estudioso de diversas áreas do conhecimento humano e explorava elementos geográficos, minerais, fauna e vegetação em suas obras. Além disso, há referências à literatura bíblica e arquétipos interessantes.
O livro é descrito como uma representação de um mundo em ruínas, uma proto-civilização dantesca e violenta. É enfatizada a batalha ancestral entre potências divinas presente na narrativa. O crítico destaca a conexão do livro com a passagem bíblica de Apocalipse, que descreve a queda dos anjos e a luta no céu.
A introdução do livro é mencionada como belíssima, onde McCarthy cita a frase "a criança é pai do homem", relacionando-a ao poema "The Rainbow" de William Wordsworth. O autor discute a origem de seu herói, lidando com os signos do Apocalipse e elementos religiosos.
Já em sua última obra, "Stella Maris", Cormac McCarthy, mostra o exemplo perfeito daqueles livros que nascem para se tornar clássicos.
O autor era um visitante frequente do "Santa Fé Institute", onde interagia com outros intelectuais rebeldes e discutia sobre o fim e o reinício do universo. É interessante notar que ele não seguia a pontuação convencional em sua escrita, lembrando Nelson Rodrigues ou, mais diretamente, James Joyce. Essa característica singular enriquece sua narrativa e cria uma experiência única para os leitores.
Na história, em seu último romance, ele mostra Alicia, a primeira protagonista feminina desde "Nas Trevas Exteriores", obra de McCarthy lançada em 1968. O romance nos conduz a um salto corajoso para o abismo da solidão e da loucura, sem que esses elementos necessariamente dependam um do outro. McCarthy explora essas temáticas de maneira profunda e complexa, oferecendo uma reflexão sobre a condição humana, criando imagens poderosas e atmosferas intensas, mergulhando o leitor em um mundo carregado de emoções e questionamentos existenciais.
Em "Stella Maris", McCarthy encerra uma carreira de sessenta anos com um imenso ponto de exclamação, demonstrando sua habilidade em envolver o leitor e deixá-lo com uma sensação impactante. É um desfecho digno de um autor de seu calibre, que deixou uma marca indelével na literatura contemporânea.
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CRÍTICA-BÔNUS
Leonardo de Magalhaens resenha em seu canal no Youtube (Literatura Agora!), a escritora Isabel Allende. "A casa dos espíritos". 1982. Romance. Literatura chilena.
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