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A morte de um dos grandes escritores que mudaram a história do romance moderno: Cormac McCarthy

O crítico Solemar Oliveira, escreveu: " Morreu Cormac McCarthy, dentre todos os escritores vivos, o mais original e eloquente. Uma potência criativa, criadora de mundos e figuras peculiares. Seus diálogos rápidos, suas personagens únicas e sua capacidade de entender assuntos complexos demais para a maioria das pessoas fizeram de sua obra a literatura primordial dos desertos do coração humano."

01/07/2023 às 10h13 Atualizada em 01/07/2023 às 10h36
Por: Mhario Lincoln Fonte: Redação do Facetubes
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TEXTOS ESCOLHIDOS

Redação do Facetubes

 

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Sem dúvida, quem leu sabe muito bem que as obras do escritor Cormac McCarthy são excepcionais porque era ele, o mais original e eloquente entre os escritores vivos. 

Destaca sua potência imaginária "na criação de mundos e personagens peculiares, e sua capacidade de lidar com temas complexos. McCarthy é reconhecido por seus diálogos rápidos, personagens únicas e sua exploração da natureza da violência", como disse o crítico Solemar Oliveira (revistabula.com/57160). Alguns de seus principais trabalhos são mencionados, como a Trilogia da Fronteira, "A Estrada", "Onde os Velhos Não Têm Vez", entre outros.

E mais: os títulos de suas obras não representam completamente a grandeza de seus conteúdos, que abrangem homens marginalizados, terras isoladas e discursos impactantes sobre pessoas comuns, soldados e estrangeiros. McCarthy, mesmo aos 89 anos, continuava escrevendo com lucidez assustadora, como evidenciado por seus dois últimos livros, "O Passageiro" e "Stella Maris". Seu legado literário é considerado inimitável.

"Meridiano de Sangue" é destacado como sua obra maior e mais bem realizada, equiparada a "Hamlet" e "Moby Dick" em sua importância estética. Isso porque, McCarthy era um estudioso de diversas áreas do conhecimento humano e explorava elementos geográficos, minerais, fauna e vegetação em suas obras. Além disso, há referências à literatura bíblica e arquétipos interessantes.

O livro é descrito como uma representação de um mundo em ruínas, uma proto-civilização dantesca e violenta. É enfatizada a batalha ancestral entre potências divinas presente na narrativa. O crítico destaca a conexão do livro com a passagem bíblica de Apocalipse, que descreve a queda dos anjos e a luta no céu.

A introdução do livro é mencionada como belíssima, onde McCarthy cita a frase "a criança é pai do homem", relacionando-a ao poema "The Rainbow" de William Wordsworth. O autor discute a origem de seu herói, lidando com os signos do Apocalipse e elementos religiosos.

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Já em sua última obra, "Stella Maris", Cormac McCarthy, mostra o exemplo perfeito daqueles livros que nascem para se tornar clássicos. 

O autor era um visitante frequente do "Santa Fé Institute", onde interagia com outros intelectuais rebeldes e discutia sobre o fim e o reinício do universo. É interessante notar que ele não seguia a pontuação convencional em sua escrita, lembrando Nelson Rodrigues ou, mais diretamente, James Joyce. Essa característica singular enriquece sua narrativa e cria uma experiência única para os leitores.

Na história, em seu último romance, ele mostra Alicia, a primeira protagonista feminina desde "Nas Trevas Exteriores", obra de McCarthy lançada em 1968. O romance nos conduz a um salto corajoso para o abismo da solidão e da loucura, sem que esses elementos necessariamente dependam um do outro. McCarthy explora essas temáticas de maneira profunda e complexa, oferecendo uma reflexão sobre a condição humana, criando imagens poderosas e atmosferas intensas, mergulhando o leitor em um mundo carregado de emoções e questionamentos existenciais.

Em "Stella Maris", McCarthy encerra uma carreira de sessenta anos com um imenso ponto de exclamação, demonstrando sua habilidade em envolver o leitor e deixá-lo com uma sensação impactante. É um desfecho digno de um autor de seu calibre, que deixou uma marca indelével na literatura contemporânea.

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CRÍTICA-BÔNUS

Leonardo de Magalhaens resenha em seu canal no Youtube (Literatura Agora!), a escritora Isabel Allende. "A casa dos espíritos". 1982. Romance. Literatura chilena.

 

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Carmen Regina DiasHá 3 anos Cascavel"A gente não morre, fica encantada." Esta frase de Guimarães Rosa diz tudo sobre viver, existir. Tanto que pretendo ler a obra de Cormac McCarthy, não posso desencarnar antes de acessar sua genialidade literária tão magnificamente apresentada aqui, por nosso mestre Mhario Lincoln, nosso José Celso Martinez da Literatura, da Arte em sua totalidade. Tanto que desejo ler McCarthy e os demais escritores citados nesta matéria. Gratidão, mestre, gratidão, Facetubes, gratidão confreiras e confrades APB
ANTONIO AÍLTON SANTOS SILVAHá 3 anos Paço do LumiarMais um grande que se vai. O consolo é o legado que deixa, melhor que os metais corruptíveis.
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