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Exclusivo, Edomir Martins de Oliveira: "A Caixinha de Pecados do Diácono"

Edomir M. de Oliveira é Vice-presidente Nacional Executivo da Academia Poética Brasileira.

03/02/2024 às 07h46 Atualizada em 04/02/2024 às 09h16
Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira.
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Arte: MHL
Arte: MHL

Do Livro: “A PAZ NA LINHA DA VIDA" 

Edomir Martins de Oliveira

A CAIXINHA DE PECADOS DO DIÁCONO

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Era um homem que se dizia extremamente religioso. Fora eleito Diácono pela congregação que frequentava de há muito, não faltava aos trabalhos da Igreja, indo aos cultos de “doutrina e oração” e não perdia os trabalhos domingueiros. Tinha por hábito alertar a todos para seguirem a Palavra Santa. 

 

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As senhoras da Igreja que se enfeitavam com batom vermelho nos lábios, ele as chamava de “minhas irmãs bicos de brasa”, pois isto não era do seu agrado e ele entendia como afronta ao Senhor Deus, “Tudo é vaidade” ensina-nos Eclesiastes. Essa pintura nos lábios é vaidade, e, portanto, as irmãs estão pecando, dizia ele.

 

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Ao lado de tudo isso, acrescentava o fato de que as mulheres da Igreja deveriam dar bom exemplo e não usar muitas joias, pois isso também era vaidade, e não agradava ao Senhor, constituindo-se um mau exemplo, que contaminaria as jovens em formação e que as induziria ao pecado.

 

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Aos jovens, tinha sempre um conselho Bíblico para que evitassem a bebida forte, como nos ensina o apóstolo Paulo em I Timóteo 3:8, “não sejam inclinados a muito vinho”, e era esse o exemplo que ele dava como diácono, acrescentando também aos não jovens que  a bebida "só acarretar tristezas".

 

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Com estes aconselhamentos era um homem que se dizia forte e pronto para seguir a palavra de Deus e dar exemplo para as mulheres, homens, jovens de ambos os sexos e aos visitantes que pela primeira vez visitassem a Igreja. Tinha ele, contudo, um grave defeito: se achava o um perfeito crente e guardião do pecado.

 

Na vida secular, era um exímio vendedor, de habilidade extraordinária! Vendia pulseiras, cordões, anéis, alianças, brincos, e facilitava o pagamento aos seus clientes, oferecendo-lhes pagar em até 5 vezes, com módicos juros. Ao receber novas joias, visitava seus clientes entre os quais muitas irmãs da Igreja. 

 

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Edomir.M de Oliveira. (Autor).

Sendo ele o pregador de um culto, de certa feita, alertou para o uso das joias que ele considerava vaidade e exibição, e que o Senhor Deus não gostava. Todas as mulheres da Igreja deveriam ser simples e não vaidosas. Vaidade era pecado, e que ele já vinha doutrinando de há muito e ninguém dera atenção. 

 

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Após o referido culto, uma senhora da Igreja, que se trajava muito bem, usando suas joias e batom vermelho, e ele a chamara de “bico de brasa” disse-lhe que ainda não entendera porque ia a sua casa oferecer-lhe joias e pedir para comprar  sempre mais, que ele facilitaria em  módicas prestações, já que era pecado. 

 

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Caríssimo irmão na fé, admira-me muito você repreender-nos como pecadoras, o que nos induz a perguntar-lhe se o senhor não é pior do que nós, pois o senhor sempre nos visita com sua “maletinha cheia de pecados” a vende-los. Por isso pergunto-lhe que é mais pecador? Quem vende ou quem compra os pecados? Ouro não é pecado, meu irmão! O senhor deveria lembrar que o Menino Jesus, como presente dos Magos, recebeu ouro, incenso e mirra. As joias que o povo hebreu recebeu dos egípcios foram usadas nos objetos do Tabernáculo, sendo a Arca, principalmente, muito bem ornada com ouro, levando muitas alegrias.

 

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O diálogo foi encerrado e o vendedor de joias parabenizou a irmã, dizendo-lhe que nunca pensara que ela era tão profunda conhecedora da Bíblia, o que aguçou a sua vaidade. Então, ela se dispôs a ver as novidades e passou a escolher as joias que ele trouxera,  fazendo boa opção de compra para seu uso pessoal.  

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Elisabeth Lisboa Pinto Há 2 anos São Luís MA Parabéns Edomir!
Fernanda Figueiredo Há 2 anos São Luís Parabéns,Edomir. Excelente texto. Gostei dessa maletinha de pecados ...rs Continue escrevendo para alegrar nossos dias!
Leviatã Guerra, Cristanologista. Ex-pastor protestante.Há 2 anos Uberaba-MGSenhores, senhoras, não sou mais pastor, nem padre. Sou cristão e por isso posso falar. Primeiro, os presentes são simbólico porque, se iam em busca do novo Rei, eles teriam que levar o ouro que representava a realeza de Jesus, o incenso que simbolizava sua divindade, e a mirra que era associada ao seu futuro sacrifício, previamente. Por outro lado, estudiosos e críticos questionam se eram 3 Reis Magos (mágicos) e a precisão dos detalhes apresentados no Evangelho de Mateus. Invenção do Homem?
Leviatã Guerra, Cristanologista. Ex-pastor protestante.Há 2 anos Uberaba-MGEles argumentam que os Evangelhos são obras teológicas e simbólicas, não necessariamente relatos históricos precisos. Alguns sugerem que a narrativa dos Reis Magos pode ter sido incorporada ao Evangelho como uma forma de enfatizar a importância e a universalidade do nascimento de Jesus. Além disso, eles apontam que o número três e os nomes específicos dos Magos (Gaspar, Melquior e Baltasar) não são mencionados na Bíblia, mas sim são tradições posteriores.
Lucas GeraldoHá 2 anos Recife-Pernambuco.Há controversias Pastor Bráulio. Mesmo a Bíblia não dizendo quantos magos procuraram por Jesus, nem que eles eram reis, há uma passagem em Mateus que relata: eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. Eles eram Mágicvos ou astrólogos seguindo estrelas?
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Edomir Martins de Oliveira
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