Em 2017, o Governo britânico concedeu o indulto póstumo a Oscar Wilde. Em 1895, o escritor irlandês havia sido condenado a dois anos de trabalhos forçados por sodomia e corrupção da juventude – acusação esta última que o equiparava ao seu admirado Sócrates. “Wilde sempre disse que era um grego nascido em outra época. Além disso, como aconteceu com o filósofo, quando foram detê-lo ele se negou a fugir. Seu amigo Robert Ross havia preparado um barco para que fosse à França, mas ele não aceitou. Alguém como Wilde, com um conceito da vida tão teatral, assumiu que seu personagem tinha que viver esse castigo, embora nunca imaginasse até que ponto seria difícil”, relata Javier de Isusi, ilustrador espanhol que acaba de publicar La Divina Comedia de Oscar Wilde (A divina comédia de Oscar Wilde), um trabalho de mais de 300 páginas ao qual dedicou cinco anos, entre tarefas de pesquisa, roteiro e desenho. Neste sábado, 30 de novembro, a morte do gênio irlandês completa 119 anos.
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