
José Carlos Castro Sanches
Mulher sábia e virtuosa,
de pura estirpe e laço intrépido,
borbulhas de amor intenso e eterno.
Bendita honra da tua companhia!
Quem te fez princesa há de ser um Deus.
Sem que haja a tua essência,
não haveria mãe, esposa, filha...
Nem eu, que sou o fruto de uma delas,
de todas, a mais bela.
Ai de ti, mulher divina,
que o amor incondicional desde o ventre carrega.
Quanta doação no lar e ninho,
força intensa no amar, pura beleza no olhar.
Ouvi dizer que é teu dia;
queria dar-te o mimo da poesia.
Não sei se há encanto ou magia,
se canto ou danço a melodia,
ou me derramo em alegria ao festejar o seu dia.
Mulher, mulher... a tua luz irradia,
o teu brilho contagia.
Eu me apego à poesia,
dou-te meu coração em troca da inspiração.
Busco encontrar a palavra fugaz no sopro da maresia;
não há verbo, adjetivo, pronome ou substantivo
que traduza o seu poder, essência e autoridade.
Eu tento encontrar o vocábulo, a frase, a sentença, a oração;
uso o avesso da mente, o verso da página.
Quero atrair a palavra exata, atraio os bons pensamentos,
corro atrás do vento e suplico ao Pai a palavra certa.
Ele me diz:
"Mulher não se adjetiva, não se mede, não tem medida,
não tem métrica, não tem rima, nem palavra que a defina.
Não tem prosa, nem verso; é a musa do universo."
Que o poeta, na sua verve, opina:
nada mais que um ser supremo,
de beleza inigualável, de amor sem precedente.
Nascente, foz e poente...
Ser divino, humano e transcendente;
Sol, lua e estrela.
Sabedoria, amor e pureza...
Apenas e tão somente mulher.
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José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense
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