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“Versos Lendários”. Poema épico de Socorro Guterres.

Especial para a Plataforma Nacional do Facetubes

19/03/2026 às 19h14
Por: Mhario Lincoln Fonte: SOCORRO GUTERRES 
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Original do texto.
Original do texto.

SOCORRO GUTERRES 

VERSOS LENDÁRIOS

Em eras medievais

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De valorosas histórias

Muito se pode contar

E Howard Pyle, escritor americano,

Romantiza uma lenda

De um cavaleiro exemplar

Captando a essência

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Da nobre cavalaria,

Bem como toda a magia

De célebre tempo e lugar.

E assim peço licença

Para aqui iniciar

Um pequeno resumo

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Dessa história secular.

Arthur, filho do rei dos bretões  Uther Pendragon,

E da duquesa Igraine, Senhora da Cornualha,

Por aviso do mago Merlin

Precisou do pai se afastar

Pra evitar desgraças

Que Merlin podia profetizar.

Posteriormente, o rei morreu

E por anos o reinado

Em desavenças se perdeu.

Até que chegou a hora

De um cavaleiro valente

Resgatar passado e glória.

E uma prova para tanto

Foi logo estipulada:

Retirar poderosa espada

Que em uma bigorna

Encontrava-se encravada.

E muitos assim tentaram

Pois o prêmio era um novo reinado.

Mas só um o conseguiu

Era Arthur, criado no anonimato, que facilmente

A espada empunhou,

E logo as terras de Camelot

Conheceram a história

Desse rei que nem sabia

Dos fatos que antecederam

Essa glória merecida,

Pois coragem, verdade e honra,

Eram suas escolhas morais

Que lhe proporcionariam

Feitos imemoriais.

E Pyle popularizou

Em prosa lírica

E ilustração icônica

Esse tempo de cavalaria

E de refinada fantasia.

Lembro ainda que esse autor

Num outro se inspirou,

Pois Thomas Malory, Romancista inglês,

Foi quem primeiro iniciou

A saga do rei Arthur,

Que narra a busca de aventuras

Pelos cavaleiros andantes

E também belos louvores

A senhoras  bem gentis.

Além  de lutas bravias  (é claro),

Com potentes lanças,

Travadas sobre cavalos

Para Camelot defender.

E espadas magníficas

Como a mágica Excalibur

( Não era a espada na pedra encravada!),

Que A Dama do Lago

Proporciona ao rei Arthur.

Esse reinado sem par

Numa Tavola Redonda unirá

Cavaleiros grandiosos

Numa equiparidade ideal.

Dentre personagens intensos,

Como Merlin, o mago,

E Morgana, meia-irmã de Arthur,

Fada e feiticeira,

Que habita uma ilha inteira,

A mágica Avalon

De brumas misteriosas

(mas isso fica para outra história),

Há também o amor cortês,

E Arthur se apaixona

Pela bela  Guinevere

Também filha de rei,

Cujo nome dentre as mulheres da ficção

Muito lendário será.

Mas Sir Lancelot,

Da Távola o melhor cavaleiro, 

A união de Guinevere e Arthur

Irá fragilizar.

Então, desse amor culposo

Entre Lancelot e Guinevere,

Mordred, célebre vilão

Na história arturiana,

Aproveitar- se- á.

E daí a queda de Camelot

Logo então se dará.

Mas, creia-me, estimado leitor,

É legítimo dizer

Que todas as tramas e justas

Somente a leitura completa

Poderá lhe trazer.

E esse encontro jubiloso,

Quase como um santo graal,

Certamente hás de encontrar

Nas páginas criativas

Dos cenários de devaneios

De galhardos cavaleiros

E séquito feminino esplendoroso

Além da milícia arturiana,

Que por tal paraíso transita,

Só Howard Pyle

Nos permitirá vislumbrar.

Portanto, não perca tempo

E adentre Camelot,

Pois lá o tempo espera,

Paira como encantamento,

Para muito relatar.

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TerezaHá 4 semanas ParnamirimQuanto mais leio seus textos, versos e poesias, mais me encanto com seu talento. Sua escrita nos inspira e desperta, a cada leitura, um desejo ainda maior de mergulhar nesse universo mágico e fascinante da literatura.
Gracilene Pinto Há 3 meses São Luís do Maranhão Amei os épicos versos! Me encanta as figuras dos lendários e destemidos cavaleiros. Coisa de poeta, que vive entre o real e o imaginário. Parabéns!
Ranilson Albino de BarrosHá 3 meses Natal/RNGratidão por nos brindar com seu talento extremado, versando agora sobre o imaginário mítico e lendário das lendas Arthurianas.
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Colunista Socorro Guterres
Sobre o blog/coluna
Socorro Guterres é escritora, nascida maranhense e dona de um grande currículo. Da sua lavra a aplaudida obra, "Nos Domínios da Linguagem (Veredas)".
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