
SOCORRO GUTERRES
VERSOS LENDÁRIOS
Em eras medievais
De valorosas histórias
Muito se pode contar
E Howard Pyle, escritor americano,
Romantiza uma lenda
De um cavaleiro exemplar
Captando a essência
Da nobre cavalaria,
Bem como toda a magia
De célebre tempo e lugar.
E assim peço licença
Para aqui iniciar
Um pequeno resumo
Dessa história secular.
Arthur, filho do rei dos bretões Uther Pendragon,
E da duquesa Igraine, Senhora da Cornualha,
Por aviso do mago Merlin
Precisou do pai se afastar
Pra evitar desgraças
Que Merlin podia profetizar.
Posteriormente, o rei morreu
E por anos o reinado
Em desavenças se perdeu.
Até que chegou a hora
De um cavaleiro valente
Resgatar passado e glória.
E uma prova para tanto
Foi logo estipulada:
Retirar poderosa espada
Que em uma bigorna
Encontrava-se encravada.
E muitos assim tentaram
Pois o prêmio era um novo reinado.
Mas só um o conseguiu
Era Arthur, criado no anonimato, que facilmente
A espada empunhou,
E logo as terras de Camelot
Conheceram a história
Desse rei que nem sabia
Dos fatos que antecederam
Essa glória merecida,
Pois coragem, verdade e honra,
Eram suas escolhas morais
Que lhe proporcionariam
Feitos imemoriais.
E Pyle popularizou
Em prosa lírica
E ilustração icônica
Esse tempo de cavalaria
E de refinada fantasia.
Lembro ainda que esse autor
Num outro se inspirou,
Pois Thomas Malory, Romancista inglês,
Foi quem primeiro iniciou
A saga do rei Arthur,
Que narra a busca de aventuras
Pelos cavaleiros andantes
E também belos louvores
A senhoras bem gentis.
Além de lutas bravias (é claro),
Com potentes lanças,
Travadas sobre cavalos
Para Camelot defender.
E espadas magníficas
Como a mágica Excalibur
( Não era a espada na pedra encravada!),
Que A Dama do Lago
Proporciona ao rei Arthur.
Esse reinado sem par
Numa Tavola Redonda unirá
Cavaleiros grandiosos
Numa equiparidade ideal.
Dentre personagens intensos,
Como Merlin, o mago,
E Morgana, meia-irmã de Arthur,
Fada e feiticeira,
Que habita uma ilha inteira,
A mágica Avalon
De brumas misteriosas
(mas isso fica para outra história),
Há também o amor cortês,
E Arthur se apaixona
Pela bela Guinevere
Também filha de rei,
Cujo nome dentre as mulheres da ficção
Muito lendário será.
Mas Sir Lancelot,
Da Távola o melhor cavaleiro,
A união de Guinevere e Arthur
Irá fragilizar.
Então, desse amor culposo
Entre Lancelot e Guinevere,
Mordred, célebre vilão
Na história arturiana,
Aproveitar- se- á.
E daí a queda de Camelot
Logo então se dará.
Mas, creia-me, estimado leitor,
É legítimo dizer
Que todas as tramas e justas
Somente a leitura completa
Poderá lhe trazer.
E esse encontro jubiloso,
Quase como um santo graal,
Certamente hás de encontrar
Nas páginas criativas
Dos cenários de devaneios
De galhardos cavaleiros
E séquito feminino esplendoroso
Além da milícia arturiana,
Que por tal paraíso transita,
Só Howard Pyle
Nos permitirá vislumbrar.
Portanto, não perca tempo
E adentre Camelot,
Pois lá o tempo espera,
Paira como encantamento,
Para muito relatar.
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