
Capítulo 40
Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"
Edomir Martins de Oliveira, vice-Presidente Nacional da APB
CONSELHO A UM NOIVO HIPERATIVO: NUNCA OFEREÇA VINHO TINTO À MADRASTA DA NOIVA.
Era o dia 24/12, uma data especial para o mundo cristão e para uma jovem que iria noivar nesse dia. Perdera sua mãe aos cinco anos de idade e, felizmente, o pai ao casar novamente, o fizera com uma moça que o amava muito e à criança também.
Deus faz as coisas sempre certinhas. Essa esposa nunca gerou filhos, e assim, o casal teve nessa criança sua única filha. Porém, ela tinha o defeito de ser muito vaidosa. Dizia sempre que sua filha era a criança mais bela que se poderia imaginar e quando ela crescesse, em noivando e casando, lhe propiciaria uma festa de princesa. Essa vaidade materna, porém, não foi assimilada pela criança.
Para o noivado da filha, ela faria uma festa para um pequeno grupo de pessoas, que no seu entender, não deveria passar de cem, entre familiares e convidados. Com o seu temperamento, organizou tudo e comprou lindos vestidos novos para sua enteada e para ela. Queria estar bem bonita para essa festiva noite. Ela e o marido, um empresário bem-sucedido da construção civil, haveriam de fazer uma festa de noivado inesquecível. Contratariam um cerimonial, e fariam a todos uma excelente ceia natalina. E assim aconteceu.
O jovem fez o pedido da moça em casamento ao pai, que lhe concedeu. Os noivos dançaram com alegria ao som da “Valsa do Imperador”, de Johann Strauss, e como dissera a mãe, parecia mais uma princesa dançando.
Em seguida, os familiares e convidados foram para o meio do salão e dançaram com muita animação, em um clima descontraído. E a festa foi se prolongando. Mais à frente, alguém lembrou a todos que já era meia noite e a ceia natalina estava sendo servida. Após a ceia, começaram discursos natalinos e outros, em homenagem aos noivos.
Se o noivado foi uma linda festa, imaginem o casamento da filha única!!! Este seria feito com toda pompa e circunstância e sem medir despesas para que tudo fosse lindo! Depois de alguns meses, casaram-se como previsto, sendo o casamento do ano das colunas sociais. O ponto alto da cerimônia foi a edificante mensagem nupcial aos noivos, entregue pelo Reverendo, que emocionou a todos, pois ele conhecia as famílias e a noiva, particularmente, desde criança.
Durante a recepção em um clube muito bonito da Cidade, o noivo, sempre muito solícito, dizia ao cerimonial que não deixasse de atender bem a sua sogra, pois já aprendera a gostar muito dela. Em um desses momentos ocorreu um incidente, logo no início da recepção, do qual o noivo jamais esqueceria.
Querendo ser super gentil com a sogra, pedira ao garçom que o deixasse servi-la, e ao fazê-lo, a taça de vinho entornou sobre o vestido manchando-o. Ela, então, espantou-se e exclamou em voz alta: - “Você deixou manchar o meu vestido! Ai Jesus! Como poderei posar para fotógrafos das colunas sociais? - Mancha de vinho tinto é muito difícil de sair “- dizia ela arrasada, estava muito insatisfeita com o episódio. Cada vez que aparecia um colunista social famoso, ela puxava alguém para ficar na sua frente, mas como era de baixa estatura só aparecia praticamente o penteado. E ficava muito insatisfeita olhando as fotos no screen das câmeras.
O pior fora comprometer as fotos para as colunas sociais. Segundo ela, fora imperdoável o comportamento inadequado do noivo. Este por sua vez já pensava: - Meu Deus, o que me aguarda em dias futuros com esta sogra, que por causa de um vestido que sujou, se mostra tão brava? -
Essa festa seria inesquecível não só para a sogra, especialmente para a noiva que procurava consolar a mãe sem contrariar o noivo, dizendo que foi um incidente que não tiraria o brilho da festa. Que se lembrasse que era seu casamento. A mãe, então, procurou acalmar-se, o que foi facilitado quando o noivo chegou com as duas crianças, que levaram as alianças, e combinou com a sogra que em todas as fotos elas ficariam em sua frente e, assim, não apareceriam as manchas em seu caríssimo vestido. A sogra se animou e combinaram que chamariam os fotógrafos para fazerem as fotos em série e eliminassem as demais. As crianças se portaram magnificamente em frente às câmeras. A mãe quando passou a ver os resultados das novas fotos foi se soltando. Já se imaginava deslumbrante nas colunas sociais. Esqueceu o vestido sujo de vinho, e passou a se confraternizar com todos. O genro muito se alegrou e até beijou-lhe as mãos em sinal de profundo respeito e admiração.
As crianças se comportaram muito bem e foram os salvadores das fotos e, por conseguinte, da noite. Ninguém precisava saber, mas o noivo prometeu para elas um dia inteiro em um parque aquático espetacular, desde que se comportassem muito bem durante toda a sessão de fotos. O comportar-se bem significava colar em frente às manchas dos vestidos da sogra. E assim fizeram.
E as colunas sociais dos dias sucessivos? Eram só elogios à festa. Ressaltavam a beleza da noiva e da mãe, haja vista que elas estavam felicíssimas. Estava quase tudo perfeito, mas lendo os comentários na internet, em sua maioria elogiosos à festança, não lhe escapou dois maldosos. O primeiro, pedia para tirar as crianças da frente das fotos para verem como realmente era o vestido da mãe; o outro, citava que faltaram as fotos dos chiliques da mãe. Enfim, de comentários maldosos e desagradáveis ninguém escapa.
Depois da sessão de fotos, como ficou a mãe com o vestido manchado? Estava feliz demais e dançou a noite toda coladinha ao marido, pois assim ninguém veria a mancha em sua roupa, além do que adoravam dançar. Fizeram do limão uma limonada. Se houve algum momento de desconforto, ninguém mais se lembrava.
As crianças, depois da sessão infindável de fotos, corriam pelo salão brincando muito e já programando como aproveitariam o parque aquático dos sonhos. A mãe não parava de dançar e os noivos não cabiam em si de felicidade, a radiante alegria dos que nasceram para ser felizes para sempre em seu casamento. Isto é que se chama FINAL FELIZ!!!
-x-x-x-x-x-x-x-
Esta crônica, amigos leitores, tem para mim um sabor todo especial. Ela foi elaborada pensando em vocês que ao longo do ano deram-me estímulo, desse o primeiro capítulo, para trilhar este caminho.
Aceitem-na, pois, não se esquecendo que sempre devemos amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos, predominando o amor, a paz, a fraternidade e a harmonia entre os homens.
Tenham em seus lares, ao lado de seus familiares e amigos um Feliz Natal. Que o Santo Menino Jesus esteja no coração de cada um, lembrando O que ele representa para a humanidade. Que O busquemos sempre, a exemplo do que fizeram os Reis Magos narrados pela Bíblia em o Evangelho de Mateus 2:11: - “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra”. Que Papai Noel não substitua Jesus Cristo no coração das crianças, pois, Ele é quem merece toda a reverência. E, de já, tenham, igualmente um Feliz Ano Novo.
Continuaremos nos encontrando, para meu deleite e da minha família, com vocês e seus familiares, que muito me honram com suas leituras e acompanham as charges que tanta alegria também comunicam sobre o texto a ser lido.
Que Jesus Cristo nos ilumine e acompanhe os passos de todos nós. Felicidades muitas!!
Mín. 13° Máx. 20°