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(Revisitas). Edomir Martins de Oliveira: O atraso da mãe do noivo deu o que falar...

Do livro, "Finalmente a noiva chegou".

01/01/2021 às 11h57 Atualizada em 03/01/2021 às 22h47
Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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Capa (Ilustração ML).
Capa (Ilustração ML).

Inédito: Edomir Martins conta causos de atrasos de noivas. O nome do livro (inédito) é FINALMENTE A NOIVA CHEGOU. Cronicas cheias de humor. 

Tendo em vista merecidas férias de nosso colanborador, hoje reprisamos o segundo capítulo, publicado no começo do ano. Sempre bem-vindo, professor Edomir de Oliveira.

ATRASO DA MÃE DO NOIVO – capítulo 2

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 (*) EDOMIR MARTINS DE OLIVEIRA, é vice-presidente Nacional da Academia Poética Brasileira.

Em casamento tems nos deparado com situações até mesmo esdrúxulas. A mais comum é o atraso da noiva à cerimônia do seu casamento. Atrasos de 15 minutos são raríssimos. Atraso de meia hora é um atraso inquietante para os convidados. Atrasos de uma hora em diante chegam a provocar comentários desairosos contra a noiva, entendendo os convidados que é uma falta de respeito para com eles.

Atrasos de mãe de noiva é mais raro, mas acontece deixando os convidados alarmados e até em vias de se retirar. Pior ainda é quando o atraso é da mãe do noivo, que sempre espera que o filho seja muito feliz com a noiva que escolheu. Há quem chegue a pensar, neste caso, que a mãe do noivo, quando atrasa, não queria que ele casasse.  

Há, portanto muitas formas de atraso em cerimônias de casamento. A maior parte por culpa exclusiva da noiva. Não é menos verdade que outros independem de sua vontade.

O caso da noiva que viveu momentos dramáticos porque a futura sogra não chegava e a hora se esvaía, bem a propósito aqui se encaixa.

É preocupante para os noivos aguardarem a condução do noivo ao altar por parte de sua genitora, que deveria conduzi-lo e ela não chegar.

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Tinha o noivo em seu desfavor uma coisa que o deixava por vezes muito preocupado. Sua família não era muito bem ajustada e em que pese desfrutar de boa posição social, caracterizava-se por nunca chegar no horário aos compromissos assumidos. Bons negócios foram perdidos porque a impontualidade de familiares para realização de compromissos, desestimulava quem estava à espera.

O noivo moldou-se ao cumprimento de horários, pois sendo bancário, habituou-se a cumprir rigorosamente os horários estabelecidos pelas exigências do Banco, seu empregador. Hora de entrada rigorosamente as 7:00 horas e quando em prorrogação de expediente remunerada das 15:00 as 17horas tudo em clima de rigoroso cumprimento de hora.

Assim, o noivo quando viu o atraso da sua genitora que deveria conduzi-lo ao altar para entrega-lo à noiva, ficou a cada momento deveras, mais preocupado. Foi aí que veio a inspiração de outro parente, considerando que 2:00 horas já se passavam, o que era um atraso bem acentuado, o noivo deveria ser conduzido por uma tia que se encontrava presente. E assim foi feito.

O sacerdote feliz com a solução pediu que os noivos se ajoelhassem e começou a celebrar a cerimônia.

O rapaz ficou exultante, pois, enfim, estava resolvido o problema, principalmente com a anuência do padre, que aliás não poderia mesmo se opor devendo apenas cumprir seu dever religioso, não importando quem conduziria o noivo.

Assim o cerimonial fez os convidados tomarem conhecimento de que a cerimônia iria começar o que foi alivio para todos os convidados e que todos se concentrassem no ritual religioso, esquecendo de atender celular, o qual deveria, quando muito ser colocado no modo silencioso.

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O autor.

O noivo trajando paletó e gravata, brancos, igualou-se a noiva que com seu vestido branco de noiva, estava bela e perfumada como as flores assemelhando-se em tudo aos lírios do campo contidos no Sermão da Montanha, narrado pela Bíblia Sagrada, que nos ensina que nem Salomão em toda sua glória se vestiu como qualquer deles.

Quando a noiva chegou, felizmente e para alivio seu, encontrou o noivo que acompanhado da tia salvadora a recebeu com o sorriso próprio do homem feliz. O Sacerdote fazendo o papel de Padre e Juiz os casou, observado o famoso SIM, com bênçãos da Igreja, e como representante do Estado, vez que o casamento era religioso com efeitos civis.

Após o ato celebrado, vieram as costumeiras expansões de alegria, assinaturas a serem apostas em livro próprio, cumprimentos iniciais e todos foram, então, se dirigindo ao local onde seriam servidos doces e frios e o célebre jantar, oferecido pela noiva.  

Nessa ocasião, diz uma célebre lenda sobre Santo Antônio, o Santo Casamenteiro, que a noiva deve jogar o buquê de flores que conduziu até o altar, de costa para as moças casamenteiras e quem o apanhar, esta será a próxima a ser conduzida ao altar.

As jovens eufóricas ficam esperando o buquê, e com todo ardor, armam seus pulos para apanhar o célebre símbolo, no ar, quando é jogado. Os noivos, após esses prolegômenos, como de praxe, vão as mesas cumprimentar os convidados daí em diante, e bater fotos que servem de recordação daquele célebre momento.

Após esses cumprimentos, os noivos fugiram para ir em busca da lua de mel tão desejada, período de celebração privada que vem após o casamento de um casal. Aqui, abre-se um parêntesis para esclarecer que a origem da lua de mel surgiu no momento em que se justificou que a lua representa o órgão reprodutor feminino e o mel representa o sêmen do homem que advém após a relação sexual.

A sogra não apareceu, nem mesmo deu qualquer notícia, o que levantou na noiva a secreta dúvida sobre se ela queria ou não que o filho se casasse, isto porque sabia em sã consciência, que ele era arrimo de família tendo então sobre os seus ombros, o sustento e manutenção da casa.

EDOMIR OLIVEIRA

 

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Edomir Martins de OliveiraHá 5 anos São Luís-MA Atenção grupo de alunos do Cerimonial de Eventos. Seu pedido será atendido neste instante.
Grupo de Alunos do Ceriminial de EventosHá 5 anos Salvador BAMeu dileto Edomir. Pedimos encarecidamente que o senhor repita a cronica sobre o atraso do cerimonial. Estamos particpando aqui em Salvador de um curso on line e os coordenadores pediram que nós enviássemos algo que foi lido sobre cerimonial para que eles explicassem. Decidimos aqui enviar essa sua crônica incrível. Publique rápido para nós até as 16 horas. Queremos enviar. Vai ser show. Um dos nossos amigos leu e adorou.
Edomir Martins de OliveiraHá 5 anos São Luís-MA Cumprimento ao "Grupo de 26 mulheres de leituras" em nome do qual apresento minhas saudações e agradecimentos a todos os leitores e comentaristas que têm me honrado com suas análises cuidadosas e construtivas dos meus textos, dizendo-lhes que será sempre uma honra encontrá-los semanalmente.
José abreuHá 5 anos São Luís-MAMeu caro Edomir. Coisas brilhantes que eu leio em suas cronicas diárias. Como você tem tantos assuntos. ah, já sei. Uma cabeça privilegiada que Deus lhe concedeu, irmão. É assim que venceremos este mundo antipático, cheio de imundices terrenas, discordante de Deus e violento. Com suas crônicas, Edomir o Mundo vai ser melhor. Um abraço de quem te admira e respeita. Suas crfônicas são válidas por que só falam em coisas alegres.
Marcelinha Guará. Qdo tiver um casamento aqui, vou chamá-lo.Há 5 anos São João dos Patos _MAProfessor, o senhor tem uma tendência extraordinária de entender do riscado. Moda, Tonalidades, Cores, Champanhes, Carnes. O senhor é completo. Um homem sério. Mesmo assim deve pesquisar sobre todas essas coisas, para escrever com maestria, se não, não escreveria:"O noivo trajando paletó e gravata, brancos, igualou-se a noiva que com seu vestido branco de noiva, estava bela e perfumada como as flores assemelhando-se em tudo aos lírios do campo", com tanta acuidade. Além de tudo, POETA!
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Edomir Martins de Oliveira
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