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O Surrealismo foi um movimento artístico e literário que teve origem em Paris na década de 20
Foto: Os surrealistas de Paris, 1933: Paul Éluard, Hans Arp ,Yves Tanguy, René Crevel (cima) | Tristan Tzara, André Breton, Salvador Dalí, Max Ernst e Man Ray (baixo)
Resumo
Os surrealistas se rebelaram contra as convenções, os códigos morais e as inibições da mente consciente. O movimento emergiu do dadaísmo, uma vanguarda artística altamente subversiva da ordem política e social vigente.
De um lado, as ideias marxistas se chocaram com a sociedade capitalista e desejavam uma rebelião social. De outro, os escritos de Sigmund Freud sugeriram que formas mais elevadas de verdade poderiam ser encontradas no subconsciente.
O caos e a tragédia da Primeira Guerra Mundial estimularam o desejo de romper com a tradição e explorar novas formas de expressão.
O Surrealismo e como ele moldou o curso da história da arte
Artistas visuais, poetas, dramaturgos, compositores e cineastas procuraram romper com a tradição e explorar novas formas de expressão.
O que é Surrealismo?
O Surrealismo foi um movimento artístico e literário que teve origem em Paris na década de 20, sob o contexto das vanguardas europeias no período entre-guerras.
Seus membros rejeitavam a visão racional sobre a vida. Acreditavam na afirmação do valor do inconsciente e dos sonhos, realizando arte a partir do inesperado, do estranho, do não-convencional.
A palavra “surrealista” (além da realidade) foi cunhada pelo poeta de vanguarda francês Guillaume Apollinaire, em uma peça apresentada em 1917. Mas foi André Breton, líder do movimento, que, em seu Manifesto Surrealista (1924), definiu-o como:
[…] automatismo psíquico puro, pelo qual se propõe expressar, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado de pensamento na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética e moral.
Muitos surrealistas expressavam suas ideias a partir de desenhos ou textos baseados na “livre associação” da psicologia freudiana.
Ou seja, artistas como Salvador Dalí, René Magritte e Max Ernst buscavam dar voz aos seus inconscientes através de alguma representação física.
A Livre associação de imagens, sonhos e pensamentos, servia tanto como fonte de criatividade para o processo produtivo, quanto como ferramenta para a libertação do homem de uma existência utilitária centrada na técnica, trabalho e produtividade.
Características do Surrealismo:
Representação de sonho e imagens simbólicas
Técnicas para criar efeitos aleatórios e ilógicos
Figuras distorcidas
Sexualidade desinibida e tabus
Rejeição da “ditadura da razão” e dos valores burgueses como pátria, família, religião, trabalho e honra
Principais representantes
surrealismo; Joan Mirósurrealismo; René Magrittesurrealismo; André Breton
Joan Miró (1893–1983): Influente pintor, escultor, ceramista e gravurista do século XX, nascido em Barcelona. Seu trabalho é marcado pelo uso de cores primárias, todas fortemente delineadas em preto, com um campo ao redor sombreado, bem como também o tratamento moderno do espaço como uma superfície plana, em vez da tradicional ilusão de profundidade em uma imagem.
René Magritte (1898-1967): Artista belga que se mudou para Paris quando o movimento surrealista já estava em andamento. Ficou conhecido por desafiar as suposições dos espectadores lançando mão de justaposições de objetos familiares, como chapéus-coco, cachimbos e pedras flutuantes. Ele mudava a escala de alguns objetos e brincava com palavras e significados.
André Breton (1896-1966): Médico por formação, André aplicou seus conhecimentos de medicina e psiquiatria no campo da literatura e das artes fundando o Movimento Surrealista.
Meret Oppenheim (1913–1985): Principal figura feminina do movimento surrealista, a artista alemã foi fortemente influenciada pela psicologia junguiana. Além de criar objetos, Oppenheim foi fotógrafa, escultora, designer e pintora.
Salvador Dalí (1904–1989): Artista catalão que adquiriu fama internacional tanto no âmbito de sua arte quanto no de seu comportamento extravagante e irreverente. Trabalhou como pintor, escultor, designer de produtos, cenografia e foi um dos primeiros artistas a se aventurar na indústria cinematográfica. Dalí combinou temas de vanguarda com estilo acadêmico, abrindo caminho para as futuras gerações de artistas.
Max Ernst (1891-1976): Artista alemão que transitou entre o dadaísmo e o surrealismo. Trabalhou com desenho, colagens, recortes, frottage e outras técnicas para obter justaposições e trocadilhos visuais.
As influências do Surrealismo
Muitos elementos provenientes do surrealismo foram incorporados por outros movimentos e artistas subsequentes.
Os traços foram adotados pelos expressionistas abstratos; o elemento do “acaso” está presente na arte performática.
O foco surrealista em sonhos, psicanálise e imagens fantásticas forneceu subsídios para vários artistas contemporâneos, como Glenn Brown, que se apropriou diretamente da arte de Dalí em sua pintura.
“O cadáver exquis“
O desejo do surrealismo de se libertar da razão levou-o a questionar o fundamento mais básico da produção artística: a ideia de que a arte é o produto da imaginação criativa de um único artista.
Como antídoto para isso, Breton criou o cadáver exquis, ou “requintado cadáver”, como uma técnica para a criação coletiva de arte, que ainda hoje é usada amplamente como um jogo.
Trata-se de iniciar uma frase, um esboço ou uma colagem e depois dar a outra pessoa para continuar, sem permitir que essa pessoa veja o que já foi escrito, desenhado ou colado.
Abraçando o acaso e a tendência de produzir imagens humorísticas, absurdas ou perturbadoras, o cadáver se tornou uma técnica viável para criar o tipo de trabalho coletivo inconsciente que os surrealistas buscavam.
No sistema educacional alemão, quando as crianças completam 11 anos são divididas em três grupos em função de suas notas e velocidade de aprendizagem. Os que contam com melhores resultados acadêmicos continuam sua formação no gymnasium, que os conduz ao segundo grau e os prepara para o exame de acesso à universidade. Os demais são preparados para profissões mais técnicas. “Avaliamos se têm iniciativa própria ou se precisam receber orientações. Aos 10 anos não são de todo maduros e é uma decisão complicada”, explica Detlev Flottmann, diretor da escola pública Astrid Lindgren, na localidade de Marienfeld, a duas horas de Düsseldorf. Flottmann considera que o ideal seria que todos permanecessem juntos até os 16 anos para que os mais inteligentes motivassem os retardatários. Mas os “bons” relaxariam e não chegariam aos níveis de excelência requeridos, afirma.
“Não é um modelo novo. Foi adotado no século XIX e a sociedade alemã não está propondo uma mudança”, observa Flottmann. No Estado da Renânia do Norte-Westfália, onde fica sua escola, são os pais que decidem o percurso acadêmico da criança, independentemente da recomendação dos docentes. Mas cada um dos 16 Estados alemães tem sua própria norma educativa. Conforme as notas, os professores preparam um relatório no qual determinam se o estudante tem as habilidades para ir ao gymnasium, ao realschule ou ao hauptschule. Estas últimas duas opções são escolas de nível médio que os alunos finalizam aos 16 anos e que os conduz a profissões mais técnicas, fundamentalmente a módulos de Formação Profissional (FP) e FP Dual, que consiste em conciliar durante dois anos os estudos com estágio em uma empresa. O modelo é flexível e permite aos alunos fazer o exame de acesso à universidade, mas não aos 18 anos, e sim aos 21: precisam fazer um curso de dois anos de preparação para o ensino superior, em que depois passam três anos. A velocidade de aprendizagem é variável.
O modelo suscita polêmica entre os especialistas por segregar os alunos em uma idade muito precoce. No entanto, a Alemanha teve uma taxa de evasão escolar (jovens entre 18 e 24 anos que não continuam estudando) de 10,1% em 2015, inferior à média europeia, que se situou em 11%. As principais causas da evasão escolar, segundo a Comissão Europeia, são os problemas pessoais ou familiares, a dificuldade de aprendizagem, uma situação socioeconômica frágil ou as relações entre professores e alunos.
“Não se pode afirmar que o sistema educacional alemão é eficiente por sua taxa de evasão escolar, porque outros países, como a Polônia, que adotam um modelo abrangente, no qual os estudantes permanecem juntos até os 16 anos, têm indicadores mais baixos (5,3%)”, diz Enric Prats, professor do departamento de Teoria e História da Educação da Universidade de Barcelona. Do ponto de vista pedagógico, explica Prats, se desconhece qual é a melhor idade para dividir as crianças de acordo com suas habilidades. “O sistema educacional alemão tem um vínculo muito direto com o mercado laboral, funciona porque o setor empresarial acredita nele e o apoia”, acrescenta Prats. A chave do sucesso do modelo é, segundo o professor da UB, seu sistema de orientação acadêmica: saber identificar em que tipo de estudo se encaixa cada aluno.
Outros especialistas avaliam que esse sistema condiciona as expectativas que as crianças têm sobre si mesmas e que até pode reduzir sua autoestima. “Essas crianças vão viver durante toda a vida em uma sociedade diversificada e a escola tem que prepará-las para isso, a desigualdade não pode ser o preço a pagar pela eficiência acadêmica”, argumenta a pedagoga Carmen Pellicer. A seu ver, as condições socioeconômicas da família determinam, na maioria dos casos, o rendimento acadêmico e é a escola que tem de lutar contra esse desequilíbrio.
Para Ingo Winter, especialista em Economia Pedagógica, o sistema se adequa à perfeição às necessidades das crianças e impede que se frustrem por não serem capazes de chegar a um determinado nível. “A vantagem do sistema é que é aberto: o estudante sempre pode continuar estudando, mesmo se quiser chegar à universidade. Não importa que alguns levem cinco anos a mais”, afirma.
A baixa taxa de desemprego juvenil entre os menores de 25 anos na Alemanha, de 6,2% em 2017, é outro indicador do sucesso de seu modelo. O Governo alemão reconhece que a Formação Profissional Dual é decisiva na obtenção desse resultado. Desde que foi implementada em 1969, 50% da força de trabalho do país se formou em FP Dual. “A sociedade alemã precisa de estudantes que se inclinem por essa opção, e por isso é feita a seleção no ensino primário”, diz Enric Prats. No total, 68% dos alunos de FP Dual conseguem um contrato assim que terminam o programa de dois anos de duração dos estudos, conciliando-os com os estágios.
Ursula Frank, diretora de desenvolvimento da Beckhoff, uma empresa alemã de automatização com 3.800 empregados, acha que a vantagem dos alunos de FP Dual em relação aos universitários é que aprendem desde o primeiro dia a desempenhar seu trabalho: “A universidade proporciona mais métodos científicos, mas eles só utilizarão uma pequena fração deles na empresa. Não serve muito para eles.”
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