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ATRASO DO CERIMONIAL. Do livro: "FINALMENTE A NOIVA CHEGOU". Edomir de Oliveira

Entretenimento. Capítulo 05

08/01/2021 às 11h55 Atualizada em 10/01/2021 às 21h32
Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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NE: À pedidos.

ATRASO DO CERIMONIAL 

Capítulo 5

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Do livro: "FINALMENTE A NOIVA CHEGOU"

Edomir Martins de Oliveira – Vice-Presidente da APB 

 

Habituado a atraso de noivas à cerimônia do seu casamento, nunca tinha assistido a atraso de cerimonial, a um enlace matrimonial aos seus cuidados.

      Pois, exatamente isto, foi o que aconteceu em um certo casamento em que o cerimonial, conhecido por ser exigente, fez um rigoroso contrato com o pai da noiva.

Neste, constava uma cláusula em que o pai da noiva pagaria uma indenização ao Cerimonial, se a noiva atrasasse à cerimônia. A multa incidiria a cada 30 minutos de atraso da noiva, o que deveria ocorrer após a primeira meia hora.

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O pai da noiva, jovem talentoso dos mais inteligentes da nova geração da Cidade, fez acrescentar também que do mesmo modo, estaria o cerimonial sujeito à multa, nos exatos termos, pelo qual responderia se o atraso ocorresse por sua culpa. O Cerimonial pagaria multa a partir dos 15 minutos de atraso, diferente do tempo concedido à noiva.

O Chefe do Cerimonial aceitou a reciprocidade no cumprimento do contrato, e esboçou um sorriso de ironia, dizendo apenas que nunca atrasava.

Firmado o contrato, as partes se deram por satisfeitas e o cerimonial acrescentou ao pai da noiva que gostaria de ver a noiva chegando no horário certo, para que não tivesse que exigir o pagamento da multa estipulada. A noiva apenas sorriu, informando de logo que não atrasaria, e nada mais acrescentou.

É próprio dos homens inteligentes calar na hora certa e falar só quando necessário.  Aliás é ensinamento bíblico contido na Epístola de Tiago, capítulo 1, versículo 19, quando diz “...Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.  

Silente, o pai da noiva, advogado, nada mais acrescentou para evitar perder-se em desnecessárias conversas. Apenas ficou com uma cópia do contrato em mãos, devidamente assinado pelas partes contratantes, com testemunhas, despediu-se, e foi embora. Comportou-se com sabedoria. Qualquer coisa que dissesse poderia abrir uma discussão, o que não valeria a pena. Recebendo os exemplos também no campo secular da mitologia grega, lembrou-se que a coruja é um símbolo de sabedoria, e da inteligência, pois é apenas excelente observadora.

Na Grécia antiga, Atena, Deusa da Guerra e da Sabedoria, por ser detentora de muita Sabedoria, tinha como mascote uma coruja. No dia da cerimônia do casamento, lá estava a noiva pontualmente na hora marcada e, o cerimonial tão exigente, como era do seu feitio, sempre cumprindo fielmente as obrigações assumidas, atrasou em 15 minutos a cerimônia.

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A noiva, com este atraso, esperava com seu pai no carro, à porta da Igreja, para que o cerimonial, organizasse o cortejo de entrada dos padrinhos, do noivo com sua mãe, que já estavam todos aguardando, e só então ela poderia entrar com seu pai, precedida dos pajens e daminhas.

Depois da cerimônia, o pai da noiva usando das cautelas habituais, fez saber ao chefe do cerimonial que iria cobrar dele a multa estipulada em contrato, restando saber apenas se ele queria pagar amigavelmente ou na Justiça.

Desta forma a cerimônia foi realizada com atraso por culpa única e exclusiva do cerimonial. A noiva cumpriu sua parte. Foi pontual. Só o cerimonial não cumpriu o acordado. 

Por isso, o pai da noiva, quebrando todos os protocolos, foi obrigado a desculpar-se de viva voz, com os convidados do ocorrido, para justificar o que prometera, de que a noiva chegaria pontualmente na hora aprazada.

Iniciou-se, então, a cerimônia do enlace matrimonial, que só terminou formalmente, quando o casal disse o célebre SIM, seguindo-se a excelente recepção oferecida aos convidados, em local diverso, muito bem ornamentado, de primeira linha, com orquestra e danças.

A festa se prolongou até altas horas da madrugada e os noivos, felizes, desfrutaram das comemorações que a oportunidade se ofereceu.

Montagem: ML

Foi o casal de mesa em mesa cumprimentar os convidados, e com fotos, fazer o registro de suas presenças, retirando-se em seguida, pois iria viajar.

 Iria desfrutar da lua de mel em uma ilha paradisíaca do exterior, assim conhecida por ser rica em belezas naturais e o local, um verdadeiro Paraíso.

Ali os noivos gozariam das alegrias próprias, reservada aos nubentes, naqueles momentos iniciais de vida em família recém-construída.

Retiraram-se os noivos, ao som de violinos que tocavam músicas de Niccolo Paganini, italiano, natural de Gênova, compositor, que no seu gênero de composição romântica, deixou lindas composições.

Finalmente foi realizado um casamento em que os convidados não tiveram nada a reclamar dos noivos.

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Maria Zélia Leite OliveiraHá 5 anos Sao José de Ribamar-MACaríssimo amigo Prof. Edomir Martins de Oliveira! Não estou concorrendo ao livro porque já tenho desde o lançamento. Trabalhamos no seu Escritório de Advocacia e tive o privilégio de ler todas as suas obras! Quando li a crônica pensei em ser sua cerimônia de casamento, principalmente quando falou ser o noivo de um Banco oficial. Venho parabeniza-lo pelas inúmeras manifestações aqui expressas. Denota admiração! PARABÉNS!
Edomir Martins de OliveiraHá 5 anos São Luís-MA Agradeço,profundamente feliz,a todos os leitores que me honram com a releitura de texto já publicado. Estou de volta e a partir de amanhã teremos novas crônicas. Obrigado.
Pastor MontenegroHá 5 anos IURD PiranhasVocê já pensou sobre quando é o atraso do padre ou dos pastor? Como fica a história? e se o padre ou pastor adoecer? Morrer? Ninguém sabe o que faser. O senhor poderia fazer uma crônica sobre esse assunto. Dá uma orientação jurídica ou se em todos os casamento deveria ficar alguém de reserva. O que acha? eu por acaso estava no casamento uma vez e o nosso pastor teve um mal súbito e eu que assumi a cerimônia. O pastor morreu de ataque cardíaco. Foi para o paraíso. Morreu na Igreja.
FabianoHá 5 anos Rio Grande do SulVai repetir ainda quantas? que bom. assim a gente não perde mais as que perdeu. Sou um dos que liam suas cronicas no asilo, querido pastor.
CarmelitaHá 5 anos BHA melhor coisa que se pode fazer, edomir é casar sem cerimonias, nem igreja nem nada. o amor é dos dois e ponto final.
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Edomir Martins de Oliveira
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